Pernambuco, 03 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Governo Trump promete que vai respeitar resultado das eleições no Brasil desde que seja 'livre e justa'

As autoridades lembraram que os EUA já manteve relações com "governos de ambos os lados do espectro no Brasil" e que esses relacionamentos foram "muito bem-sucedidos."

Redação

14 de agosto de 2026 às 07:20   - Atualizado às 07:21

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump Foto: Reprodução

Acusado de tentar uma interferência nas eleições presidenciais do Brasil pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que tenha como objetivo interferir na disputa e indicou que vai respeitar o resultado das urnas, desde que o País promova uma disputa "livre e justa". A declaração foi dada por autoridades do governo Donald Trump, com a condição de que não fosse identificada, em resposta a questionamentos de veículos de imprensa brasileiros sobre as recentes rusgas políticas com o País.

Segundo a autoridade do Departamento de Estado, haverá respeito à escolha feita pelos brasileiros por meio "de eleições livres e justas no Brasil". Essa autoridade lembrou que os EUA já manteve relações com "governos de ambos os lados do espectro no Brasil" e que esses relacionamentos foram "muito bem-sucedidos."

Para integrantes do governo Lula, porém, a administração trumpista planejava justamente reunir elementos no País a fim de contestar a transparência e a segurança do sistema de urnas eletrônicas. Dois diplomatas tiveram visto negado pelo Itamaraty

Na semana passada, o Palácio do Planalto reagiu dizendo que o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, era uma atitude de viés ideológico.

"Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", afirmou a Presidência da República, em nota.

Veja Também

Em eventos públicos, o presidente brasileiro acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, figura política de histórico hostil ao petista e próximo do bolsonarismo, de "odiar o Brasil" e a América Latina. Lula chamou o chefe da diplomacia trumpista, filho de cubanos exilados, de "latino-americano frustrado".

E disse que se beneficiaria caso os EUA enviassem uma autoridade para subir no palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal rival na disputa pela Presidência. Flávio voltou a levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro, sem que nenhuma fraude jamais tenha sido comprovada.

Depois, Lula afirmou que pretendia voltar a conversar por telefone com Trump, uma chamada que não ocorreu ainda.

Nesta quarta-feira, dia 12, o ex-ministro Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial do Palácio do Planalto, afirmou que os EUA miravam contra a soberania brasileira, com o vídeo do Departamento de Estado que propaga o "domínio americano" nas Américas, uma alusão à Doutrina Monroe.

O conselheiro petista também afirmou que a relação vive uma "escalada de hostilidades" e que a administração Trump atua com "opacidade total" em relação ao Brasil.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

19:22, 03 Set

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Alexandre Nardoni e Anna Jatobá.
Decisão

STJ rejeita recurso e mantém Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá em regime aberto

Os dois foram alvo de um mandado de segurança que questiona o cumprimento das regras do benefício.

Ministro do STF, André Mendonça.
Saída

André Mendonça deixa sociedade em instituto privado e diz que nunca teve lucro com a entidade

Segundo o ministro do STF, o Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, "reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social"

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT)
Eleições

Pesquisa Futura: Flávio Bolsonaro tem 48% de rejeição e Lula aparece com 46,8%

O levantamento perguntou aos entrevistados em qual candidato eles não votariam de jeito nenhum

mais notícias

+

Newsletter