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Governo Lula registra rejeição de 62,6% no Distrito Federal, diz Paraná Pesquisas

Com um grau de confiança de 95%, a pesquisa possui uma margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos.

Everthon Santos

10 de junho de 2025 às 10:59   - Atualizado às 11:20

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Nesta terça-feira, 10 de junho, uma pesquisa recente do Instituto Paraná Pesquisas revela que a desaprovação do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcança 62,6% entre os eleitores do Distrito Federal.

Este número acende um alerta para as estratégias e a comunicação do Palácio do Planalto, que busca consolidar sua base de apoio em um dos centros políticos mais importantes do país.

Em contrapartida, 34,4% dos brasilienses aprovam a condução do governo Lula 3. Este percentual, embora representativo, é inferior à taxa de desaprovação. .

Poucos eleitores permaneceram indecisos ou preferiram não se manifestar sobre o tema. Apenas 3% das pessoas entrevistadas não souberam ou não opinaram, um indicativo de que a maioria da população da capital possui uma posição definida em relação ao governo federal. 

O Instituto Paraná Pesquisas conduziu este levantamento entre os dias 31 de maio e 4 de junho de 2025. A pesquisa ouviu 1.522 eleitores.

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Com um grau de confiança de 95%, a pesquisa possui uma margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. Esta margem de erro significa que os números podem variar ligeiramente para cima ou para baixo.

Pesquisa da Genial/Quaest sobre Lula entre os mais pobres

O apoio do eleitorado de baixa renda ao presidente Lula tem diminuído de forma constante nos últimos meses. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada pelo jornal O Globo, aponta que esse segmento do eleitorado, historicamente alinhado ao petista, passou a demonstrar maior inclinação por nomes da direita nas simulações de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026.

Entre março e maio, sete dos oito nomes da oposição testados cresceram entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos.

A única exceção foi o ex-ministro Ciro Gomes, que não apresentou avanço. O presidente Lula, por outro lado, perdeu terreno nessa faixa, tradicionalmente considerada um dos pilares mais sólidos de seu capital eleitoral.

A queda na popularidade de Lula coincide com o aumento da rejeição ao seu governo, que alcançou o índice mais alto desde o início do terceiro mandato.

A pesquisa anterior já havia mostrado que a desaprovação vinha crescendo, especialmente entre os mais pobres. Agora, o novo levantamento confirma que essa tendência impacta diretamente as intenções de voto.

A mudança preocupa aliados do governo, que veem o lulismo perder espaço em um território historicamente dominado pelo PT.

A pesquisa mostra ainda que, entre os eleitores mais ricos, Lula perde em todos os oito cenários de segundo turno testados.

Entre os nomes da oposição, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparecem como os que mais cresceram na preferência dos eleitores de baixa renda.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), embora continue inelegível, também mantém forte presença entre os eleitores conservadores, e seu apoio tem ajudado a impulsionar pré-candidaturas da direita.

Outra novidade da pesquisa é a inclusão de Eduardo Leite (PSD), governador do Rio Grande do Sul, que apareceu pela primeira vez entre os nomes testados para 2026. Apesar de estrear nas simulações, Leite conseguiu captar uma pequena parcela do eleitorado de baixa renda, sinalizando que o espaço à direita está cada vez mais competitivo.

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