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Governo Lula enfrenta rejeição crescente entre evangélicos e busca reconstruir diálogo

Pesquisas mostram aumento da desaprovação entre fiéis evangélicos; especialistas apontam desafios na comunicação e na aproximação com esse segmento

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20 de maio de 2025 às 18:44   - Atualizado às 18:54

Governo Lula

Governo Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR

A relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a comunidade evangélica, que já era tensa desde a campanha eleitoral de 2022, tem se deteriorado ainda mais ao longo de seu terceiro mandato. Dados de pesquisas recentes revelam uma tendência clara de rejeição ao governo por parte desse grupo religioso, que representa mais de 30% da população brasileira, segundo o Censo 2022.

De acordo com o levantamento Genial/Quaest divulgado em março de 2024, 48% dos evangélicos avaliam negativamente o governo Lula — um salto de 12 pontos em relação à pesquisa anterior, de dezembro de 2023. Já a aprovação caiu de 27% para 22%, enquanto 27% dos entrevistados classificaram a gestão como regular.

O PoderData, em pesquisa realizada em janeiro, também apontou números desfavoráveis ao governo entre os evangélicos: 58% desaprovam a gestão petista, enquanto apenas 29% manifestaram apoio. A comparação com os católicos é reveladora: neste grupo, a aprovação do governo chega a 59%.

Especialistas em comportamento político e líderes religiosos apontam diferentes razões para essa crescente insatisfação. Uma das mais polêmicas foi a fala de Lula comparando as ações de Israel em Gaza ao Holocausto — declaração que gerou forte reação de pastores e fiéis que se identificam com causas pró-Israel, comuns no meio evangélico.

Outro fator relevante é a percepção de que o governo não contempla pautas consideradas prioritárias para esse público, como a defesa de valores familiares tradicionais, políticas de combate às drogas e liberdade religiosa. A ausência de figuras evangélicas de peso em cargos estratégicos também tem sido alvo de críticas.

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Apesar do cenário desafiador, há espaço para reconstrução. Analistas sugerem que o governo pode retomar pontes com o segmento evangélico por meio de diálogo aberto com lideranças e a valorização de pautas sociais que também impactam diretamente essas comunidades, como o combate à fome e o acesso à educação e saúde.

Enquanto isso, o governo Lula segue enfrentando o desafio de equilibrar sua base progressista com a necessidade de ampliar o diálogo com uma parte significativa e influente do eleitorado brasileiro.

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