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'Foi no nosso governo que a fraude no INSS foi estancada', diz ministro de Lula, Wolney Queiroz

Diante de deputados, Wolney apontou que o cofre do Instituto foi "arrombado" entre 2019 e 2022.

Fernanda Diniz

10 de junho de 2025 às 17:40   - Atualizado às 18:21

Lula ao lado de Wolney Queiroz.

Lula ao lado de Wolney Queiroz. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, atualizou nesta terça-feira, 10 de junho, um bordão que usou em audiência no Senado Federal para frisar que as fraudes milionárias ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tiveram início no governo Jair Bolsonaro.

Diante de deputados, Wolney apontou que o cofre do Instituto foi "arrombado" entre 2019 e 2022 e que os desvios foram "estancados" pelo governo Lula.

As declarações foram feitas no período da tarde desta terça-feira, em uma audiência pública das comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara.

Quando Wolney foi ao Senado para tratar das fraudes ao INSS, no mês passado, ele afirmou que "o ladrão entrou na casa". em referência ao Instituto, durante o governo Jair Bolsonaro.

"Foi no nosso governo, quer queiramos ou não, que a fraude foi estancada", repetiu ele, durante a audiência.

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O ministro da Previdência Social indicou que a Pasta e o INSS vão fazer uma busca ativa de aposentados e pensionistas lesados pelas fraudes milionárias desbaratadas na Operação Sem Desconto.

Essa busca deve atingir comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas.

A iniciativa, no entanto, só será lançada após serem esgotadas outras formas de atendimento, indicou o ministro.

"A Previdência Social tem barcos chamado Previ Barcos e tem carros chamado Previ Móveis. E esses carros, esses barcos vão fazer o atendimento, fazer uma busca ativa das pessoas. A gente não deflagrou esse passo ainda, para evitar que haja novas fraudes, pessoas vistam o colete da Previdência Social, procurem as pessoas e seja uma nova fraude. Nós vamos primeiro esgotar o atendimento pelos Correios, pelo aplicativo, pelo 355", pontuou o ministro.

"Depois a gente vai procurar as comunidades ribeirinhas, as quilombolas, comunidades indígenas que não têm acesso à internet, energia elétrica, para fazer uma busca ativa desse contingente para que ninguém fique para trás. Lula pediu que não fique nenhum aposentado para trás", seguiu.

Consignado

Ele também rebateu perguntas sobre fraudes em consignados, indicando que há números "fantasiosos e fictícios" sobre o tema.

"O que existe na prática, é um sistema seguro dos consignados. Porém, existem 320 mil correspondentes bancários, chamados pastinhas, vendendo o crédito consignado no Brasil. Agora, esse tudo é feito com regulação do Banco Central, é feito com fiscalização do Banco Central, e é feito com lastro financeiro. Então não há hipótese do INSS ficar no prejuízo e do aposentado ficar no prejuízo", frisou.

Segundo Wolney, há um número decrescente de reclamações sobre o tema e a Pasta tem "apertado" a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) pelo reforço de critérios.

Na visão do ministro, as entidades têm interesse em diminuir o número do assédio aos aposentados. "Não existe esse escândalo dos créditos consignados", frisou.
 

Estadão Conteúdo 

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