Pernambuco, 03 de Novembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Governo estadunidense alega que árbitro deportado tinha ligação com organizações terroristas

Apesar das acusações, as autoridades dos Estados Unidos não apresentaram nenhuma prova.

Cami Cardoso

11 de junho de 2026 às 09:53   - Atualizado às 10:19

Árbitro somali.

Árbitro somali. Foto: Mosa'ab Elshamy

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, cotado para fazer história como o primeiro juiz de seu país em uma Copa do Mundo, teve sua entrada barrada nos Estados Unidos sob a acusação de envolvimento com terrorismo, ao menos foi essa a justificatida dada pelo governo estadunidense para o veto.

A decisão da gestão de Donald Trump se baseou em um pente-fino do órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras, que alegou ter encontrado supostos vínculos do profissional com organizações suspeitas.

No entanto, o veto repentino, amparado pela Seção 235 da Lei de Imigração e Nacionalidade, soou como uma justificativa excessiva para legitimar a postura hostil de Washington com o visitante.

Ao Globo Esporte, Artan protestou e afirmou que as autoridades americanas não apresentaram nenhuma prova ou justificativa factual no momento do bloqueio.

Em contrapartida, o governo limitou-se a enviar um comunicado protocolar à emissora Fox News para respaldar a exclusão por vias burocráticas. Diante do impasse que afeta diretamente a carreira do árbitro, a Fifa optou pela neutralidade e declarou não interferir nas decisões migratórias das nações sedes.

Relembre o caso

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos e está fora da Copa do Mundo de 2026. Eleito o melhor juiz da África em 2025, o profissional seria o primeiro representante de seu país a apitar no torneio.

Veja Também

A decisão das autoridades de imigração americanas ocorreu no último sábado, 6 de junho, logo após o desembarque do profissional no aeroporto de Miami.

Mesmo apresentando visto válido, credenciais da Fifa e documentos de sua carreira, Artan foi retido e interrogado por cerca de 11 horas.

Segundo o árbitro, os agentes questionaram sua origem e a situação política da Somália, mencionando o grupo extremista Al Shabab.

Apesar do suporte da embaixada somali, a entrada foi recusada, e ele acabou deportado em um voo para Istambul, de onde retornará a Mogadíscio, capital da Somália.

Ao jornal The New York Times, Artan expressou forte desabafo sobre os quatro anos de preparação interrompidos pelas restrições de viagem impostas pelos EUA a cidadãos de seu país. "Estou muito decepcionado.

“Estou muito decepcionado. Sou apenas um árbitro tentando realizar o maior sonho da minha vida, que era participar da Copa do Mundo. Sou apenas um árbitro tentando realizar o maior sonho da minha vida", lamentou.

A Fifa foi procurada, mas não se manifestou sobre o corte do profissional do quadro da competição. 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

22:09, 03 Nov

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Aplicativo 99.
Decisão

Justiça condena 99 a indenizar vítima estuprada após ser deixada na rua por motorista de app

Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.

Pessoa mexendo em aplicativo de bet no celular.
Posição

Clubes de futebol criticam fim das bets em audiência pública no STF; Governo Federal ressalta danos

Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.

Ministro do STF, Luiz Fux
Comentário

Luiz Fux rebate críticas a audiência pública convocada por ele sobre a proibição das bets no Brasil

O ministro disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são "um problema de saúde pública". Ele ainda afirmou ter formado "a percepção de que as bets devem ser banidas".

mais notícias

+

Newsletter