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"O jogo não está posto": Gilson Machado Neto explica saída do PL e adia apoio a Anderson Ferreira

Ex-ministro migra para o Podemos, reforça alinhamento com Flávio Bolsonaro e projeta candidatura à Câmara Federal em Pernambuco.

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07 de abril de 2026 às 14:36   - Atualizado às 14:53

Gilson Machado, Bolsonaro e Anderson Ferreira

Gilson Machado, Bolsonaro e Anderson Ferreira Foto: Divulgação/PL

A janela partidária de 2026 segue provocando tremores nas coligações de Pernambuco. Em entrevista recente ao programa ‘Cidade em Foco’ (Rede Pernambuco de Rádios), o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, detalhou os motivos que o levaram a deixar o PL para se filiar ao Podemos. Pré-candidato a deputado federal, Gilson negou qualquer ruptura ideológica, mas adotou um tom cauteloso ao ser questionado sobre o apoio à pré-candidatura de Anderson Ferreira ao Senado.

"Eu não vou declarar apoio a Anderson agora, porque o cenário não está definido ainda", pontuou o ex-ministro. Para Gilson, a direita pernambucana pode apresentar múltiplas candidaturas majoritárias que convirjam no apoio à família Bolsonaro, o que justificaria a espera. "Não tem por que declarar apoio agora, quando o jogo não está 100% posto na mesa?", questionou.

Mudança de "Time", mas não de "Camisa"

Ao comentar sua saída do Partido Liberal, legenda que abriga a maior parte do espólio bolsonarista, Gilson utilizou uma metáfora esportiva para explicar que a migração para o Podemos é uma estratégia de expansão, e não de dissidência.

"Eu não mudei de lado. Eu mudei de time, mas a camisa continua a mesma", afirmou, destacando que sua lealdade permanece com o projeto liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), pré-candidato à Presidência da República.

Gilson também minimizou o impacto de sua saída, citando que outros nomes de peso também deixaram o PL em busca de novas frentes partidárias:

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  • Pastor Eurico: Migrou para o PSDB.
  • Renato Antunes: Filiou-se ao partido Novo.
  • Fernando Rodolfo: Ingressou no PRD.

Essa "diáspora" controlada sugere uma tentativa de pulverizar a influência do bolsonarismo em diferentes siglas, aumentando o tempo de TV e o acesso a fundos partidários para a chapa majoritária nacional.

A entrevista também abriu espaço para a atuação de seu filho, o vereador Gilson Filho, que seguirá o pai rumo ao Podemos. O ex-ministro elogiou a postura do herdeiro político na Câmara Municipal, classificando sua oposição ao prefeito João Campos (PSB) como técnica e investigativa.

"Ele tem mostrado que Recife não é a cidade do Instagram do prefeito João Campos, muito pelo contrário", disparou Gilson. Ele destacou o papel do vereador na denúncia de escândalos como o do "fura-fila" e afirmou que Gilson Filho possui "voo próprio", consolidando-se como uma das principais voas críticas à gestão socialista na capital.

Cenário para 2026 em Pernambuco

A postura de Gilson Machado Neto adiciona uma camada de incerteza às negociações da direita no estado. Recentemente, a pesquisa Veritá mostrou que Anderson Ferreira e Gilson Machado somam, juntos, um percentual expressivo de intenções de voto (cerca de 22%). No entanto, a falta de uma unidade imediata entre as lideranças pode forçar o eleitor conservador a escolher entre diferentes matizes do bolsonarismo no primeiro turno, deixando as definições de alianças para o limite das convenções partidárias.

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