Perto do estágio do julgamento que pode condenar Bolsonaro pela trama golpista, Flávio insiste na candidatura do pai em 2026, mas já fala com mais abertura sobre um cenário sem ele.
Senador Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes sociais
Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, em entrevista à Folha de S. Paulo, que, para receber o apoio do pai, o candidato à Presidência deve não só conceder o indulto ao seu pai, mas brigar com o Supremo por isso, se for preciso.
Perto do estágio do julgamento que pode condenar Bolsonaro pela trama golpista, Flávio insiste na candidatura do pai em 2026, mas já fala com mais abertura sobre um cenário sem ele — e sobre a principal credencial para um eventual sucessor.
"Estou fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá", diz em entrevista à Folha .
Flávio fala até em uso da força, mas diz não saber o que um presidente poderia fazer caso um indulto fosse derrubado.
“É uma possibilidade muito ruim, porque a gente está falando de possibilidade e de uso da força. A gente está falando da possibilidade de interferência direta entre os Poderes. Tudo que ninguém quer. E eu não estou falando aqui, pelo amor de Deus, no tom de ameaça, estou fazendo uma análise de cenário. É algo real que pode acontecer”, disse o senador.
“Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá. Certamente o candidato que o presidente Bolsonaro vai apoiar vai ter que ter esse compromisso, sim”, complementou.
Perguntado sobre quem seria o candidato com o perfil mais adequado para o que se espera ser feito em favor do ex-presidente.
"Ninguém vai assumir "sou o candidato que vai fazer isso ou aquilo". Não adianta a gente ficar especulando nomes. Vai ter que ter uma habilidade para evitar que isso aconteça e, ao mesmo tempo, fazer com que as coisas voltem à normalidade. Mais uma vez: estou disposto a ser um canal aberto para pensar junto o que fazer e insistir que o caminho honroso é a anistia", pontua o senador.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações da Folha de S. Paulo
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