Flávio Bolsonaro e Carla Zambelli. Fotos: Agência Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-RJ) cometeu um crime, mas classificou a condenação contra ela como injusta.
Zambelli está foragida da Justiça e afastada temporariamente do mandato, enquanto enfrenta investigações e processos judiciais. Apesar disso, ela segue recebendo apoio do senador, que enxerga a situação como uma perseguição política.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Flávio Bolsonaro afirmou que a fuga da deputada representa um ato de desespero diante das acusações que ela enfrenta.
Para o senador, Zambelli é vítima de uma ação política que visa prejudicá-la.
“A gente tem que defender aqueles que nós achamos que são perseguidos injustamente. E eu acho que a Carla também está sendo vítima de uma perseguição política”, disse o parlamentar.
Carla Zambelli foi acusada de ordenar uma invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo, segundo a acusação, era inserir um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Flávio reconheceu que ela cometeu um crime, mas defendeu que a punição aplicada foi exagerada.
“Cometeu um crime. Mas não é um crime para ser condenado a dez anos de cadeia”, afirmou o senador, ressaltando que a pena não corresponde à gravidade do ato.
O senador também defendeu que Zambelli seja incluída no projeto de lei que prevê anistia para os condenados pelos ataques ocorridos em 8 de janeiro.
A proposta tramita na Câmara dos Deputados e no Senado, mas está parada, enfrentando resistência. Flávio reforçou que a deputada não merece estar presa e criticou a sentença imposta a ela.
“Eu vejo ali uma pessoa em um nível de descrença nas instituições brasileiras, num nível até de desespero, eu acho, do que vai fazer da vida”, comentou Flávio Bolsonaro. Ele destaca que a situação de Zambelli é difícil e que a condenação é injusta, reforçando seu apoio público.
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A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.
Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.
Em 26 de julho, Lula tinha 45%, ante 37% de Flávio. No levantamento que antecedeu o empate numérico da semana passada o presidente aparecia com 42%, contra 41% do senador.
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