Carla Zambelli e Ricardo Lewandowski Fotos: Lula Marques/Agência Brasil
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou na sexta-feira, 13 de junho, que a deputada federal licenciada e foragida Carla Zambelli (PL-SP) deve ser extraditada da Itália para o Brasil em breve.
"O pedido (de extradição) foi transmitido ao governo italiano e essa senhora (Zambelli) está sendo procurada pelas autoridades policiais italianas. Já existe uma ideia de onde ela esteja e imaginamos que ela em breve será extraditada", declarou o ministro em evento realizado por uma faculdade particular.
Zambelli chegou a afirmar que sua cidadania a tornaria "intocável" na Itália. No entanto, Lewandowski defende que "existem precedentes fortes de cooperação entre Brasil e Itália.
"Nós temos um tratado de cooperação e a dupla nacionalidade e, tendo em conta aquilo que se encontra no tratado, não impede a extradição".
O ministro ressalta que a constituição italiana não impede a extradição de seus cidadãos. Por fim, ele ainda cita o caso em que o governo brasileiro enviou Cesare Battisti de volta à Itália e defende que, com base no principio de reciprocidade, espera receber Carla Zambelli.
Zambelli fugiu para os EUA e em seguida para a Itália com o intuito de evitar a sua condenação a 10 anos de prisão pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça.
A deputada, que possui cidadania no país europeu, teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi inclusa na lista vermelha de procurados da Interpol, a tornando uma procurada na Itália. Posteriormente, com o trânsito em julgado de sua sentença, a prisão tornou-se definitiva.
Na última quinta-feira, 12, o embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca, afirmou que Zambelli "poderá ser presa a qualquer momento".
De acordo com o diplomata, a deputada licenciada só evitaria o cárcere se mantendo dentro de casas e hotéis, uma vez que não há mandato, mas poderia ser captura em espaço público.
Estadão Conteúdo
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