A prisão teria sido motivada por questões migratórias. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a situação específica que levou à detenção do ex-parlamentar.
13 de abril de 2026 às 14:24 - Atualizado às 14:30
Foto: Lula Marques/Agência Brasil. Arte: Portal de Prefeitura
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso, nesta segunda-feira, 13 de abril, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduana dos Estados Unidos, conhecido como ICE (sigla em inglês para United States Immigration and Customs Enforcement).
A prisão teria sido motivada por questões migratórias. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a situação específica que levou à detenção do ex-parlamentar, nem informações completas sobre seu status legal no país.
De acordo com as primeiras informações, a prisão ocorreu na cidade de Orlando. Após a detenção, Ramagem foi encaminhado a um centro de retenção na própria região, onde permanece sob custódia das autoridades norte-americanas.
"A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular", afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em entrevista concedida à GloboNews.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. Segundo a Polícia Federal, ele estava foragido após deixar o Brasil de forma clandestina.
De acordo com as investigações, Ramagem atravessou a fronteira de Roraima com a Guiana antes do término do julgamento para evitar a prisão. Em seguida, seguiu para os Estados Unidos. A fuga ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou para condená-lo. Com isso, o magistrado decretou a prisão de Ramagem.
Já na Guiana, Ramagem embarcou para Miami (EUA). Há registro da chegada dele em 11 de setembro no país norte-americano. Ele chegou em território norte-americano sozinho, mas passou a viver no país acompanhado da esposa e dos filhos
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi encaminhado formalmente ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que possibilitou sua detenção por autoridades estrangeiras. Aliados do ex-deputado afirmavam que ele pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
Enquanto permanece no exterior, Ramagem sofreu uma série de sanções administrativas e políticas. Em 18 de dezembro, ele teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados do Brasil.
Na sequência, a Câmara também cancelou seu passaporte diplomático. Por determinação do STF, os vencimentos parlamentares do ex-deputado foram bloqueados.
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