Presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A LCM Construção e Comércio, empresa criada em 2014, está no centro de uma investigação da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades em licitações ligadas ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá. As informações são do Metrópoles.
Segundo dados oficiais, a empresa já recebeu aproximadamente R$ 10,8 bilhões em repasses do governo federal, apenas no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os valores fazem parte de um conjunto de contratos que a empresa mantém com o Dnit em diversas regiões do país. No total, a LCM tem acordos com a União que ultrapassam os R$ 23 bilhões, segundo informações do Portal da Transparência. A maior parte desse montante foi contratada em 2023, ano de início do terceiro mandato de Lula.
Durante o governo anterior, sob a gestão de Jair Bolsonaro (PL), os contratos firmados com a empresa chegaram a R$ 6,9 bilhões. Ou seja, em apenas um ano da atual gestão, os valores contratados mais que dobraram em comparação com os quatro anos anteriores.
A empresa atua em diferentes frentes, principalmente na manutenção de rodovias federais. Um dos contratos mais recentes, firmado em dezembro de 2024, prevê serviços de manutenção na BR-235, no estado da Bahia. Outro, assinado dois meses antes, destina recursos para ações emergenciais na BR-470, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
Na manhã de terça-feira, 22 de julho, a Polícia Federal deflagrou uma operação que teve como um dos alvos Luiz Otávio Fontes Junqueira, presidente da LCM. Segundo a decisão judicial que embasou a operação, Junqueira teria se beneficiado do suposto direcionamento de licitações públicas.
O documento aponta também que o empresário utilizava um esquema de lavagem de dinheiro com saques fracionados, realizados por meio de terceiros.
A PF apura movimentações suspeitas que somam R$ 680 mil em dinheiro vivo, retirados em pequenas quantias com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores. A Justiça autorizou buscas e apreensões em endereços ligados ao empresário e à construtora.
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