Pernambuco, 22 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Ministra diz que Governo Lula pretende eleger, no mínimo, uma vereadora em cada município do Brasil

16 de novembro de 2023 às 15:57

Em debate sobre igualdade de gênero no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira, 14 de novembro, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, defendeu mais recursos para as candidaturas femininas nas eleições de 2024, a fim de superar a sub-representação de mulheres na política nacional.

No evento, que contou com a participação de Janja Lula da Silva, das ex-presidentas Michelle Bachelet, do Chile, e Laura Chinchilla, da Costa Rica; e da ex-primeira-ministra do Senegal, Aminata Touré, a ministra Cida Gonçalves defendeu a meta de uma mulher na política, por município.

“O desafio colocado para nós, no Brasil, é eleger, no mínimo, uma vereadora em cada município no Brasil. Precisamos mudar o discurso: não queremos cota de 30%. Se não vão fazer como no Congresso: tirar os 30% e perdoar a dívida. Queremos a garantia de que nós, mulheres, estaremos sentadas [em cadeiras no Congresso Nacional] e de que, em todas as cidades, teremos mulheres que vão falar. Não queremos ser laranjas”, protestou Cida Gonçalves, ao criticar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Anistia, que visa perdoar os partidos políticos por não cumprirem a cota de 30% de candidatas mulheres nas últimas eleições.

O encontro “Mulheres no poder: estratégias para a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU para alcançar a igualdade de gênero” foi organizado pelo Ministério das Mulheres, com apoio da Bancada Feminina do Congresso Nacional, do Club de Madrid e da Plataforma CIPÓ, com o intuito de apresentar dados, panorama e formas para cumprir com o objetivo número 5 da ONU.

Ao todo, a Organização das Nações Unidas possui 17 ODS a serem cumpridos até 2030. O quinto ODS apresenta uma série de indicadores para aprimorar a igualdade de gênero e acompanhar processos eleitorais, assim como estimular a presença de mulheres em cargos de decisões e avaliar também o avanço nos direitos políticos das mulheres como um todo.

Veja Também

Ministra defende mais mulheres no poder

Conforme lembrou Janja Lula da Silva, o governo atual conta com o maior número de cargos de primeiro e segundo escalão contendo mulheres.

No entanto, no Congresso Nacional, as parlamentares vêm sofrendo ataques diários, e os índices ainda são bastante desiguais, com 17% de mulheres na Câmara dos Deputados e 12% no Senado Federal.

“Temos que subir a régua da discussão. As cotas dos partidos não são o suficiente para nos atender. As mulheres, no Brasil, não conseguem atingir a igualdade em cargos de liderança e não ultrapassam os 18% entre os parlamentares. A legislação eleitoral tem que mudar e nós temos que lutar por paridade meio a meio”, defendeu.

Para Janja, a condução da ministra Cida Gonçalves à frente do Ministério das Mulheres tem se mostrado crucial para avançar na construção da igualdade de gênero. Ela também destacou a atuação das deputadas e senadoras.

“Foi com a atuação dessas parlamentares que o presidente Lula aprovou a Lei de paridade salarial [n° 14.611/23]. Temos que internacionalizar essas políticas. Construímos a Lei de combate ao assédio no ambiente de trabalho [n° 14.612/2023] e seguimos na construção da Política Nacional do Cuidado e do programa Brasil sem Misoginia”, elencou.

Atrasos e retrocessos

Segundo dados da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) de 2022, o Brasil está nas últimas posições em todos os indicadores de presença de mulheres em cargos eletivos em todos os níveis federativos - estaduais e municipais - em comparação com todos os países da América Latina, Caribe e países da Península Ibérica.

Conforme as Nações Unidas, no atual ritmo, o mundo levará 300 anos para atingir a igualdade de gênero.

No mundo do trabalho, mulheres recebem 20% a menos que colegas homens que exercem a mesma função.

A ex-ministra da Justiça e ex-primeira-ministra do Senegal, Aminata Touré, explicou que o país africano hoje possui cerca de 45% de mulheres no parlamento. Para ela, a educação e as escolhas orçamentárias são essenciais para impactar positivamente no futuro das mulheres.

“Temos que assegurar que o nosso governo na África e os governos na porção sul do globo aloquem recursos suficientes para dar suporte à educação das mulheres, assim como o mercado de trabalho precisa oferecer iguais oportunidades. Foi a educação que me levou até onde cheguei”, disse Aminata Touré.

TAGS

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

05:44, 22 Set

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar, faz carreata em Santa Cruz do Capibaribe.
Agenda

Coronel Feitosa participa de carreata em Santa Cruz do Capibaribe ao lado de Alfredo Gaspar e Mendonça Filho

O ato reuniu apoiadores vestidos de verde e amarelo pelas ruas do município, demonstrando a força do campo conservador numa das cidades mais importantes para a direita em Pernambuco.

Candidato a deputado estadual, César Ramos, prestigia Desfile Cívico de Araçoiaba.
Presença

César Ramos prestigia Desfile Cívico de Araçoiaba e reforça a importância cultural do ato para o município

Ao lado de lideranças políticas, apoiadores e munícipes, o postulante conversou com populares e apresentou suas propostas para o Litoral Norte e todo o estado.

Marília Arraes, candidata ao senado por Pernambuco pelo PDT
Ponta

Marília Arraes mantém liderança na Simplex e dispara na pesquisa espontânea para o Senado

Pedetista chega a 17,9% no cenário estimulado e salta de 4,8% para 12% na espontânea entre agosto e setembro.

mais notícias

+

Newsletter