O contrato da segunda etapaprevê investimento de aproximadamente R$ 18,8 milhões, valor superior ao da primeira etapa, estimada em cerca de R$ 7 milhões.
Vereador Eduardo Moura. Foto: Divulgação
Em visita ao Parque da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, o vereador Eduardo Moura (Novo) afirmou que a obra de requalificação do espaço permanece incompleta, apesar do volume de recursos públicos já destinados ao projeto. A vistoria foi realizada nesta semana e teve como foco a execução da segunda etapa da intervenção.
Logo na entrada do parque, o parlamentar constatou que itens previstos em licitação, como pórticos nas áreas de acesso, não foram executados, apesar de integrarem o escopo das obras de infraestrutura.
O contrato da segunda etapa, conduzido pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), prevê investimento de aproximadamente R$ 18,8 milhões, valor superior ao da primeira etapa, estimada em cerca de R$ 7 milhões.
Na área da portaria, utilizada pela Guarda Municipal, foram registradas condições consideradas inadequadas para o funcionamento do serviço público, com sinais de infiltração, mofo e danos estruturais.
“Não tem estrutura nem condições adequadas de higiene. Essa é a situação para os guardas municipais”, afirmou.
Durante a vistoria interna, o vereador também identificou pontos de alagamento em diferentes trechos do parque, além da presença de água com características que levantaram suspeitas sobre sua qualidade.
“Qual drenagem que tem esse parque? Veja as imagens da última chuva. Isso aqui é um pântano”, disse Moura.
O parlamentar informou que pretende realizar a coleta de amostras para análise técnica.
“Compramos o material e iremos fazer a coleta dessa água para análise”, declarou.
Na segunda etapa da obra, Moura também questionou os valores destinados ao paisagismo. Dados do Portal da Transparência da Prefeitura do Recife indicam cerca de R$ 2,6 milhões destinados à arquitetura da paisagem e acessibilidade, sendo aproximadamente R$ 1,7 milhão voltado à instalação de cerca viva.
Durante a vistoria, o vereador apontou inconsistências entre os valores contratados e as condições observadas no local, incluindo equipamentos sem adequação plena de acessibilidade.
Ao percorrer a área do Canal do Jacaré, que corta o parque, o vereador destacou a intervenção realizada no curso d’água e levantou questionamentos sobre os critérios adotados pela gestão municipal para esse tipo de obra.
Segundo Moura, a solução observada no local demonstra que existem alternativas técnicas que poderiam ser aplicadas em outros canais da cidade, especialmente em áreas com histórico de acúmulo de lixo e alagamentos.
“Todos os canais da cidade podem ter esse tipo de revestimento por cima. É só querer fazer”, disse.
Para o parlamentar, a intervenção reforça a necessidade de maior uniformidade nas políticas de drenagem urbana, com adoção de soluções que contribuam para o escoamento da água e redução de problemas recorrentes em diferentes regiões do Recife.
No processo licitatório do parque da Tamarineira, segundo o próprio portal de consultas públicas, a Construtora FJ, responsável pela execução da segunda etapa do parque, ficou classificada segundo lugar, por apresentar proposta superior à de outra empresa concorrente, havendo uma inabilitação da primeira colocada, o que levou o vereador comentar que os valores envolvidos geram questionamentos.
“Teve uma empresa chamada Kaizen que apresentou um orçamento de R$ 17 milhões, quase R$ 1,5 milhão a menos, e essa empresa não ganhou”, afirmou. A obra foi contratada por cerca de R$ 18,8 milhões.
O vereador também mencionou informações sobre o quadro societário da empresa, citando que o empresário Felipe Emanoel Pereira Leite dos Santos teria ligação familiar com o jornalista Magno Martins, que atua na divulgação de conteúdos políticos relacionados à gestão municipal e ao PSB.
“A empresa pertence a Felipe Emanoel Pereira Leite dos Santos e, por coincidência, ele é genro de Magno Martins. Tirem suas conclusões, isso aqui é um fato”, declarou.
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