Deputado TH Joias é preso por corrupção e envolvimento com o Comando Vermelho. Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil prenderam, na manhã desta quarta-feira, 3 de setembro, o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias (MDB).
O parlamentar é investigado por envolvimento em tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de atuar na negociação de armas e acessórios para a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
A prisão faz parte de uma operação conjunta entre os órgãos federais e estaduais de segurança, que apuram a ligação de políticos com o crime organizado no estado. Segundo os investigadores, TH Joias teria atuado como facilitador de negócios ilícitos da facção, utilizando sua influência política para abrir caminhos e proteger interesses do grupo criminoso.
O MDB confirmou, em nota, a expulsão de TH Joias do partido, afirmando que não compactua com práticas criminosas e que a decisão foi tomada de forma sumária após a prisão. Já a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ainda não se manifestou sobre a manutenção ou afastamento do mandato parlamentar.
A defesa de Thiego Raimundo dos Santos Silva também não apresentou posicionamento até o momento.
As investigações apontam que o deputado teria movimentado recursos ilícitos e intermediado a compra de armas em nome do Comando Vermelho. As autoridades trabalham para identificar a extensão do esquema e possíveis conexões políticas.
O caso deve ter grande repercussão no cenário político fluminense, já que evidencia a presença direta do crime organizado dentro de estruturas institucionais do Estado. Além disso, deve abrir espaço para novas investigações sobre a infiltração de facções criminosas no poder público.
Com a prisão, o deputado poderá responder a processos por tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. A tendência é que a Justiça analise pedidos de quebra de sigilo bancário e telefônico, além do bloqueio de bens ligados ao parlamentar.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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