Daniel Vorcaro, Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes. Fotos: Divulgação e Albino Oliveira - Ascom MDA
Delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, rejeitada pela Polícia Federal (PF), no dia 20 de maio, revelou um contrato firmado recentemente entre uma empresa associada ao empresário e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A informação foi divulgada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
De acordo com documentos obtidos pelo jornal, o acordo previa o pagamento de R$ 50 milhões ao escritório Barci de Moraes. No entanto, conforme a publicação, o contrato não chegou a ser assinado.
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro entregou uma nova proposta de delação premiada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), duas semanas após a primeira tentativa ter sido rejeitada pelos investigadores.
De acordo com fontes que acompanham a negociação, o dono do Banco Master incluiu novos assuntos para tentar convencer os investigadores a assinar o acordo.
A nova proposta foi entregue em uma reunião realizada na segunda-feira, 1º, entre os advogados e os investigadores. A informação foi divulgada inicialmente pela TV Globo e confirmada pelo Estadão.
Como mostrou o Estadão, Vorcaro vinha resistindo a endurecer a proposta de delação e disse aos advogados que fez pagamentos a políticos por sua relação de "amizade" com eles.
Os investigadores ainda veem com ceticismo a tentativa de delação do banqueiro, já que a primeira proposta foi considerada insuficiente e ignorava informações já encontradas no telefone celular de Vorcaro, como os supostos pagamentos de uma mesada de R$ 300 mil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).
O banqueiro também teve vínculos financeiros com os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Uma empresa da família de Toffoli vendeu cotas num resort de luxo no interior do Paraná para um fundo ligado ao Master.
Já em relação a Moraeshá um contrato de prestação de serviço assinado entre o banco de Vorcaro e a advogada Viviane Barci, mulher do ministro do STF.
A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, vinha demonstrando mais disponibilidade para levar a negociação adiante, enquanto a PF firmou uma posição pela rejeição da proposta. Como a PGR deu um prazo para que a proposta fosse complementada, a PF decidiu também analisar essa nova tentativa de delação.
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A promotoria alega que o resultado do julgamento foi contaminado por uma pergunta feita aos jurados.
A expectativa é conseguir ao menos uma flexibilização da medida antes de sua entrada em vigor, prevista para setembro.
A iniciativa do presidente do STF ocorre depois de o CNJ ter aprovado, no fim de maio, a criação de um contracheque único para os magistrados.
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