A defesa do banqueiro deve buscar um caminho para prosseguir com as negociações após a rejeição. Além disso, Procuradoria-Geral da República, ainda não comunicou a sua decisão.
21 de maio de 2026 às 10:52 - Atualizado às 11:11
Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução
A Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (20) que rejeitou a proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
A PF considerou que as informações apresentadas pelo banqueiro não eram inéditas e não justificavam a assinatura do acordo.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), entretanto, ainda não comunicou a sua decisão. A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem avaliado que é possível pedir complementos à proposta de delação para verificar se seria possível a assinatura do acordo.
Com isso, a defesa do banqueiro deve buscar um caminho para prosseguir com as negociações com Gonet após a rejeição da PF.
Preso no início de março por ordem do ministro André Mendonça, Vorcaro começou a negociar um acordo de delação em 19 de março. Após cerca de 45 dias de trabalho, sua defesa entregou aos investigadores uma proposta de colaboração.
Como mostrou o Estadão, os investigadores tinham adotado critérios rígidos na análise da delação do banqueiro e diziam que deveria apresentar provas além do que já havia sido encontrado no próprio celular dele.
Entretanto, a proposta entregue foi considerada insuficiente pelos investigadores da PF e da PGR. A avaliação foi de que Vorcaro fez uma delação seletiva e não contou tudo o que sabia sobre personagens relevantes.
Após a entrega da delação, a PF deflagrou duas novas fases da Operação Compliance Zero que aumentaram a pressão sobre o banqueiro. Uma delas foi contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) sob suspeita do pagamento de uma mesada pelo Banco Master - o senador nega as acusações. Outra resultou na prisão, na semana passada, do pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, sob suspeita de envolvimento no pagamento de um grupo de milícia usado por Vorcaro para atacar adversários.
Estadão Conteúdo
1
2
4
18:50, 13 Set
27
°c
Fonte: OpenWeather
Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
Ele foi preso de setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção.
Períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade e queimadas exigem maior esforço do organismo para controlar a temperatura corporal.
mais notícias
+