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Conselho de Ética aprova cassação de Glauber Braga (PSOL) por agredir integrante do MBL na Câmara

A votação terminou com 13 votos favoráveis à perda do mandato e cinco contrários.

Everthon Santos

09 de abril de 2025 às 19:44   - Atualizado às 19:44

Pedido de cassação do deputado Glauber Braga tem pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética.

Pedido de cassação do deputado Glauber Braga tem pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética. Foto: Divulgação

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 9 de abril, o parecer que recomenda a cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ).

O colegiado entendeu, por maioria de votos, que o parlamentar quebrou o decoro ao agredir um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) dentro da própria Câmara, em abril de 2024. A votação terminou com 13 votos favoráveis à perda do mandato e cinco contrários.

Durante a sessão que selou a recomendação, Glauber Braga voltou a protestar contra o processo. O parlamentar anunciou que entraria em greve de fome até que o plenário da Câmara vote o seu futuro político.

O deputado afirmou que a medida representa uma forma de resistência diante do que ele chama de "perseguição política orquestrada".

A confusão envolvendo Glauber Braga e o militante do MBL ocorreu em um dos corredores da Câmara. Vídeos registraram o momento em que o deputado expulsa o homem com empurrões e chutes. As imagens circularam nas redes sociais e foram usadas pelo Partido Novo, autor da denúncia, como prova de quebra de decoro.

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O relator do caso, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), defendeu a cassação ao afirmar que não tinha "dúvidas" sobre a ocorrência das agressões. Segundo ele, o comportamento de Glauber Braga ultrapassou os limites aceitáveis para um parlamentar e comprometeu a imagem da instituição.

Durante o debate no Conselho de Ética, apoiadores de Glauber Braga criticaram o processo. O clima foi de tensão e tumulto, com troca de acusações entre aliados e opositores do deputado. Mesmo com a manifestação dos militantes, o parecer pela cassação foi aprovado com folga.

Glauber Braga rebateu o relatório e questionou a isenção de Paulo Magalhães. O deputado afirmou que o voto já estava decidido antes mesmo do processo ter início no colegiado. O parlamentar também acusou o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de interferir diretamente na tramitação do caso.

Glauber e Arthur Lira romperam relações após o deputado do PSOL denunciar, no plenário, supostas irregularidades na distribuição de emendas parlamentares durante a presidência do ex-chefe da Casa.

Agora, o processo será encaminhado ao plenário da Câmara, que tem a palavra final sobre a cassação. Para que Glauber Braga perca o mandato, a decisão precisa do apoio de pelo menos 257 dos 513 deputados em votação aberta.

Ainda não há data marcada para a análise, mas o parlamentar poderá apresentar recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes que a proposta vá a plenário.

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