Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira, 23 de março, em uma cerimônia de despedida no Palácio da Guanabara.
O evento ocorre um dia antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na cassação do mandato.
Até o momento, o placar está em 2 a 0 pela condenação do governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Castro já havia sinalizado que deixaria a função para disputar o Senado. O seu vice, Thiago Pampolha (MDB), já renunciou ao cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Com isso, o Rio de Janeiro ficará sem os chefes do Executivo eleitos, e quem assume interinamente é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ricardo Couto, até que a Assembleia Legislativa (Alerj) realize uma eleição indireta para definir quem vai governar o Estado até janeiro.
Nas redes sociais, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que é candidato ao governo do Estado, criticou o evento de renúncia de Castro alegando que ele está "fugindo da justiça".
Em publicação no X (antigo Twitter) no domingo, 22, Paes compartilhou o convite para o ato de despedida e afirmou que o governador está "desrespeitando a justiça com os crimes que cometeu".
O processo que pode resultar na cassação do mandato de Castro reúne dois recursos do Ministério Público Eleitoral (MPE) que apontam suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Segundo a acusação, a Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) teriam sido utilizadas para a contratação de cabos eleitorais com recursos do governo estadual durante a campanha.
Também são alvos o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União-RJ), e Thiago Pampolha. Em caso de condenação, os envolvidos podem perder os mandatos e ficar inelegíveis até 2030, assim, Cláudio Castro estaria impedido de tentar a eleição para o Senado neste ano.
O julgamento teve início no dia 10 de março, mas um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques adiou o processo para esta terça-feira, 24.
Estadão Conteúdo
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Petista passa por um momento de pico de sua rejeição nos últimos meses. Em março de 2026, por exemplo, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.
Entre os entrevistados, 5% disseram estar indecisos, enquanto 11% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar.
O presidente destacou que o aluno que quiser se preparar militarmente deve estudar a mesma coisa que todos os brasileiros estudam.
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