Lula com mão no rosto. Foto: Reprodução/YouTube
Trinta e seis deputados de cinco partidos que fazem parte da base governista assinaram um pedido de impeachment contra o presidente Lula, que deve ser protocolado na Câmara na próxima semana. Parlamentares do MDB, União Brasil, PSD, Republicanos e PP uniram-se ao PL e a outras siglas de oposição para solicitar o afastamento do chefe do Executivo.
Esses partidos, apesar de integrarem o governo, possuem alas alinhadas ao bolsonarismo e estão representados na Esplanada da seguinte forma:
O pedido de impeachment foi elaborado pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL) e, até o momento, conta com 117 assinaturas. A motivação do documento são supostas irregularidades no programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC), apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
"A decisão do TCU deixa claro que Lula cometeu crime de responsabilidade e deve ser afastado do cargo. Temos embasamento jurídico, respaldo popular e determinação política para que o presidente da Câmara analise e encaminhe o pedido de impeachment. Vamos nos empenhar para que essa medida seja efetivada o quanto antes. O afastamento de Lula é urgente", declarou Rodolfo Nogueira, autor do pedido.
Além dos partidos citados, parlamentares de Cidadania, Podemos, Novo e PRD também aderiram à iniciativa. A coleta de assinaturas começou após o TCU bloquear recursos bilionários destinados ao Pé-de-Meia, considerado uma das principais apostas do governo Lula na área da educação.
O parlamentar também ressaltou que "este é um exemplo evidente de como o Governo Federal age fora dos limites legais, comprometendo o equilíbrio entre os Poderes da República".
No domingo, 26 de janeiro, o pedido já contava com o apoio de 93 deputados federais, que se uniram como coautores. A iniciativa foi formalizada após a decisão do TCU e tem ganhado adesões no Congresso.
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Procurado, o parlamentar negou qualquer impedimento legal ou incompatibilidade na destinação dos recursos.
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