Funcionária fantasma de Hugo Motta. Foto: Instagram/Arte Metrópoles
A Câmara dos Deputados já pagou R$ 807,5 mil à fisioterapeuta Gabriela Batista Pagidis, de 30 anos, lotada como secretária parlamentar no gabinete do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) desde 1º de junho de 2017.
Apesar do salário que já chegou a R$ 16,7 mil, Gabriela mantém rotina ativa em clínicas e academias de Brasília durante o horário de expediente da Câmara, sem dar expediente no Congresso Nacional, o que caracteriza prática de funcionária fantasma.
A denúncia foi revelada pelo site Metrópoles, que acompanhou a rotina da servidora nos últimos dias. Na segunda-feira (14/7), Gabriela foi flagrada batendo ponto por volta das 10h30 no Instituto Costa Saúde, clínica localizada no fim da Asa Norte, onde trabalha como fisioterapeuta.
Ela mesma recepcionou a equipe de reportagem e deu orientações sobre como agendar uma consulta.
Segundo o Metrópoles, Gabriela atende no Instituto Costa Saúde às segundas e quartas-feiras. Já às terças e quintas-feiras, ela atua no Centro Clínico Bandeirantes, no Núcleo Bandeirante. Em nenhuma dessas ocasiões foi vista em atividade na Câmara dos Deputados.
Na sexta-feira anterior, Gabriela foi à academia por volta das 11h da manhã e, à tarde, foi flagrada no Zoológico de Brasília, novamente em horário em que deveria estar em serviço público.
Além do vínculo com Hugo Motta, Gabriela já havia sido nomeada em fevereiro de 2014 como secretária parlamentar no gabinete do então deputado Wilson Filho, hoje secretário de Educação da Paraíba e aliado político de Motta.
Considerando os dois períodos de nomeação, a remuneração total recebida como funcionária fantasma ultrapassa R$ 890,5 mil.
A prática de manter funcionários fantasmas, pessoas que recebem salários públicos sem prestar serviço, é considerada uma grave infração administrativa e pode configurar crime de improbidade administrativa.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), utilizou R$ 110 mil em recursos públicos para fretar um jatinho particular e comparecer à festa de 80 anos do senador Jader Barbalho (MDB-PA), realizada em Belém no dia 26 de outubro de 2024, um sábado.
De acordo com documentos oficiais do voo, Motta saiu de Brasília às 11h15 e retornou no mesmo dia às 16h15. Ele foi o único passageiro da aeronave. O custo do deslocamento foi coberto com verba do Fundo Partidário, recurso público repassado às legendas para cobrir despesas administrativas e de manutenção das siglas não para viagens pessoais ou eventos sociais.
Naquele período, Motta estava em campanha para assumir a presidência da Câmara, cargo que hoje ocupa. O evento comemorativo de Jader reuniu figuras de peso do Congresso, como o então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ambos com influência nas articulações de poder em Brasília.
O uso do Fundo Partidário para financiar esse tipo de deslocamento levanta questionamentos sobre o desvio de finalidade desses recursos. A legislação estabelece que o fundo deve ser utilizado exclusivamente para atividades relacionadas à manutenção partidária e ações diretamente ligadas à atuação política institucional, o que exclui viagens com fins festivos ou pessoais.
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