Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

"Eu não preciso disso", diz Margareth Menezes sobre cachês e acusações de favorecimento político

A ministra da Cultura recebeu dinheiro por participações em shows nas cidade de Salvador e de Fortaleza durante o carnaval, e foi ouvida em audiência na Câmara dos Deputados.

Eduarda Queiroz

30 de abril de 2025 às 16:41   - Atualizado às 16:41

Ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Ministra da Cultura, Margareth Menezes. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, compareceu à Câmara dos Deputados, na manhã desta quarta-feira, 30 de abril, para prestar esclarecimentos aos parlamentares que questionam os cachês recebidos em apresentações durante o Carnaval 2025.

Margareth, que é cantora e compositora, recebeu dinheiro por participações em shows nas cidade de Salvador (BA) e de Fortaleza (CE). Esses valores chegam a R$ 640 mil e foram pagos pelas prefeituras. Na época, a representante da pasta também realizou eventos privados enquanto estava de férias do cargo governamental.

Deputados da oposição pediram explicações sobre o possível uso político do Programa Nacional de Comitês de Cultura. E questionam se houve desvio de finalidade no uso do programa e temem que foi utilizado como instrumento de apoio a campanhas eleitorais.

Durante audiência conjunta da Comissão de Cultura (CCULT) e da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO) da Câmara dos Deputados, a ministra afirmou que não utilizou do seu cargo para obter contratos de apresentações artísticas. Ainda rebateu as acusações e garantiu que atua como ministra em tempo integral, sem comprometer suas funções no governo.

Margareth destacou que os shows realizados ocorreram fora do expediente e não receberam recursos federais. Ela também lembrou que, ao assumir o cargo no Ministério da Cultura, consultou seus advogados para entender as regras sobre a atividade artística. Segundo a compositora, seu regime de trabalho não exige dedicação exclusiva, mas sim atuação em tempo integral, o que permite outras atividades fora do horário oficial.

Veja Também

“Em nenhum momento usei o cargo de ministra da Cultura para fazer shows. Se eu tivesse esse tipo de comportamento, eu poderia fazer muito mais shows”, afirmou.

“Eu não tenho tempo para articular agendas ou pedir apresentações. Zelo muito pela minha carreira. Tenho 38 anos de trajetória. Eu não faço isso, eu não preciso disso”, completou.

A ministra também afirmou que abriu mão de diversas oportunidades profissionais desde que aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chefiar a pasta. E apontou que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) havia autorizado a participação em apresentações desde que não houvesse repasse de verba federal.

A oposição classificou o caso como “imoral” e afirmou que a situação compromete a imagem do governo. Alguns parlamentares, apesar de reconhecerem o talento artístico de Margareth, sustentaram que ela deveria se afastar de atividades remuneradas enquanto estiver no cargo público.

Por outro lado, deputados da base aliada saíram em defesa da ministra. Eles argumentaram que outros ocupantes de cargos públicos, como médicos, advogados e professores, continuam exercendo suas profissões fora do horário de expediente.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

15:09, 13 Fev

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Feminicídio no Brasil
Artigo

Feminicídio não se combate com propaganda, mas com punição exemplar

Quando um homem agride, ameaça ou mata uma mulher, ele não age por ignorância, mas por convicção de que poderá recuperar sua liberdade em pouco tempo.

Câmara dos Deputados.
Reajuste

Deputados aprovam lei que aumenta salário de servidores do Senado e da Câmara

As propostas também reestruturam gratificações e criam novos tipos de licença para os funcionários das duas Casas.

Professor em sala de aula
Educação

Professores podem ficar isentos do Imposto de Renda com salários de até R$ 10 mil; confira

Proposta em tramitação no Senado busca valorizar o magistério e prevê compensação fiscal com tributação sobre apostas esportivas.

mais notícias

+

Newsletter