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Erika Hilton é eleita a primeira deputada trans presidente de Comissão da Mulher da Câmara

Na Casa, além da pauta sobre gênero, a parlamentar é autora da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.

Ricardo Lélis

11 de março de 2026 às 17:22   - Atualizado às 17:22

Deputada federal Erika Hilton.

Deputada federal Erika Hilton. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira, 11 de março, a primeira mulher trans presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Foi eleita por 11 votos.

Na Câmara dos Deputados, além da pauta sobre gênero e do combate à violência contra pessoas trans, a parlamentar é autora de uma das principais propostas da agenda do governo Lula: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, tema que deve avançar nas discussões da Casa.

Erika Hilton mulher do ano

A deputada federal Erika Hilton foi escolhida pela revista Marie Clarie, como uma das mulheres do ano de 2025. Diversos comentários foram feitos na postagem do perfil oficial da revista ao noticiar a decisão.

“Que honra!”, escreveu a própria deputada que foi escolhida com a premiação e é publicamente assumida mulher trans.

A revista argumenta que em um ano decisivo, Erika Hilton consolidou sua atuação pública com iniciativas que ampliam direitos, repensam modelos de trabalho e colocam mulheres e pessoas trans no centro das discussões sobre bem-estar, cidadania, equidade e acesso.

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Confira abaixo o texto completo da matéria publicada no site da revista Marie Clarie sobre a premiação.

Em um ano decisivo, Erika Hilton consolida sua atuação pública com iniciativas que ampliam direitos, repensam modelos de trabalho e colocam mulheres e pessoas trans no centro das discussões sobre bem-estar, cidadania, equidade e acesso.

Reconhecida como uma das vozes mais influentes de sua geração, a parlamentar ganhou ainda mais destaque em 2025 ao relatar a PEC 8/2025, que propõe o fim da escala 6x1 e abre caminho para uma semana de quatro dias, estabelecendo uma jornada máxima de 36 horas semanais. A medida estimulou um amplo debate nacional sobre saúde mental, qualidade de vida e futuro do trabalho, reforçando sua relevância no cenário institucional. Em 2025, esse protagonismo ficou ainda mais evidente e comentado.

No mesmo período, avançou em pautas essenciais para a vida das mulheres e para a garantia de direitos básicos. Propôs anistia para condenadas por aborto ilegal desde 1940, apresentou medidas que impedem agressores de solicitar pensão às vítimas e sugeriu a criação de um canal nacional de saúde sexual. Também defendeu duas datas de mobilização: uma pela justiça reprodutiva e outra voltada ao enfrentamento do transfeminicídio.

Em 2025, entrou em vigor seu projeto de lei que impede discriminação de gestantes na concessão de bolsas acadêmicas. Sua presença pública é sustentada por uma trajetória marcada por reivindicações. Em 2015, ganhou visibilidade ao lutar pelo direito ao uso do nome social. Em 2020, tornou-se a vereadora mais votada do país e, dois anos depois, entrou para a história como a primeira mulher negra e trans eleita deputada federal, com mais de 250 mil votos. Em 2025, reafirma esse percurso: o de uma representante que traduz demandas da sociedade em ações.

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