Deputada Federal Clarissa Tércio. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) criticou, durante discurso nesta quarta-feira, 9 de abril, a decisão do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), de acelerar projetos que criam cargos comissionados no Judiciário.
Em sua fala, a parlamentar afirmou que a proposta para anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro deveria ser mais urgente.
"Aqui nessa casa, o que é que nós estamos vendo? Estamos vendo urgência para aumentar o número de cargos comissionados, mais estrutura, mais poder, mais regalias, mas e anistia aos presos políticos, que esse é o clamor do Brasil e nós não vamos nos calar, vamos continuar impressionando, porque a liberdade é um direito de todos e a injustiça contra um é uma ameaça contra todos nós. A nossa bandeira jamais será vermelha, Anistia já", disse.
Clarissa comentou sobre o ato ocorrido no último domingo, 6 de abril, na Avenida Paulista, celebrando a população que se fez presente.
"O povo brasileiro fez história nesse último domingo, não foi apenas uma manifestação, foi um verdadeiro clamor, um clamor por justiça, por liberdade, por respeito à constituição, milhares de pessoas lotaram a Avenida Paulista e fizeram isso pacificamente, com bandeiras, vestindo a camisa verde e amarelo, com orações e pedindo justiça, então foi uma multidão unida pedindo a anistia", afirmou.
A deputada também criticou o julgamento das pessoas presas após a confusão na Praça dos Três Poderes.
"A gente está falando aqui de pessoas que foram injustiçadas, pessoas que foram jogadas em celas, sem julgamento, tratadas como criminosas, pessoas que o que elas tinham na mão não eram armas, mas tinham bíblias, bandeiras e, acima de tudo, um desejo muito forte de serem ouvidos", desabafou.
Por fim, a parlamentar pernambucana exaltou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"O verdadeiro líder, o nosso presidente Jair Messias Bolsonaro, que mesmo perseguido, ele não se esconde, ele não foge da luta e ele continua sendo a voz maior do povo de bem do Brasil, esse povo que se cansou de ser humilhado e ao lado dele, a sua esposa, Michelle Bolsonaro, que também com muita coragem, ela ergueu a sua voz, lembrou algo que devia envergonhar qualquer cidadão, ela disse que no Brasil, o pichador pega de três meses a um ano de prisão, mas quem gritou por liberdade está mais de um ano preso" disse.
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O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), que fez diversas alterações na versão original da proposta, encaminhada pelo governo ao Congresso.
O acordo foi decidido durante reunião de líderes com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
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