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André Ferreira assume presidência de comissão na Câmara após indicação de Hugo Motta

Em seu segundo mandato como deputado federal, o parlamentar pernambucano já foi líder de partido, vice-líder do governo e compôs a Mesa Diretora.

Fernanda Diniz

10 de abril de 2025 às 16:30   - Atualizado às 16:44

André Ferreira ao lado do presidente da Câmara Hugo Motta.

André Ferreira ao lado do presidente da Câmara Hugo Motta. Foto: Divulgação

O deputado federal André Ferreira (PL/PE) foi designado presidente da Comissão de Assuntos Sigilosos da Câmara dos Deputados. A indicação de André Ferreira foi feita pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Em seu segundo mandato como deputado federal, o parlamentar pernambucano já foi líder de partido, vice-líder do governo e compôs a Mesa Diretora da Câmara, mostrando forte articulação política e respeitabilidade entre os pares.

A Comissão de Assuntos Sigilosos é um órgão especial, ligado à Presidência do Parlamento, e cuida de documentos privados da instituição, dos deputados e das comissões, dados que coloquem em risco a segurança e o interesse nacional.

André Ferreira defende anistia 

O deputado federal André Ferreira (PL) voltou a defender a anistia para manifestantes presos após os atos de 8 de janeiro. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que “não vai descansar". 

"Não vamos descansar enquanto brasileiros de bem continuarem sendo tratados como criminosos por exercerem seu direito de se manifestar", afirmou.

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Ao lado do também deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), André ainda falou sobre compromisso com a liberdade e que 'não irá recuar'. 

“Simbora, Brasil! Nós não vamos recuar”, escreveu na legenda do post publicado em seu Instagram.

A pauta da anistia tem mobilizado parlamentares da oposição, que alegam perseguição política e abuso de autoridade contra os detidos.

André Ferreira sobre Bolsonaro réu 

O deputado federal André Ferreira (PL-PE) usou suas redes sociais para falar sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro virar réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

O parlamentar afirmou em uma postagem que o cenário em que o ex-presidente se encontra é devido a ‘uma grande perseguição política’.

"O que assistimos hoje no Brasil é fruto de uma grande perseguição política", disse o deputado federal.

O colega de partido de Bolsonaro ainda deixou uma mensagem para o líder da direita.

"Não tema, capitão Jair Messias Bolsonaro. Deus é contigo e o Brasil também. Está na Palavra, lá em Romanos 12:21, que o mal se vence com o BEM. E é por isso que cremos que a verdade e a justiça prevalecerão no final", completou.

Bolsonaro vira réu 

Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tornaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) réu pela tentativa de golpe de Estado. Votaram a favor do recebimento da denúncia os ministros Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Além de Bolsonaro, outras sete pessoas também se tornaram réus. Confira:

Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
Augusto Heleno, general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
e Walter Braga Netto, general e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, além de ter sido candidato a vice de Bolsonaro em 2022.

Com a denúncia aceita, os investigados agora passarão a responder ao processo na Suprema Corte, onde poderão ser considerados culpados ou inocentes.

É a primeira vez que um ex-presidente eleito é colocado no banco dos réus por crimes contra a ordem democrática estabelecida com a Constituição de 1988.

“Não há então dúvidas de que a procuradoria apontou elementos mais do que suficientes, razoáveis, de materialidade e autoria para o recebimento da denúncia contra Jair Messias Bolsonaro”, disse Moraes, relator do caso no Supremo, referindo-se à acusação apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relator votou para que Bolsonaro também responda, na condição de réu no Supremo, aos crimes de organização criminosa armada, dano qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Se somadas, todas as penas superam os 30 anos de cadeia.

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