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Bolsonaro usará tornozeleira eletrônica e terá restrições após nova operação da PF

A decisão tem como objetivo evitar eventuais manifestações públicas que possam interferir nas investigações em curso.

Everthon Santos

18 de julho de 2025 às 09:24   - Atualizado às 09:24

Bolsonaro usará tornozeleira eletrônica.

Bolsonaro usará tornozeleira eletrônica. Foto¹: Lula Marques/Agência Brasil; Foto²: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai usar tornozeleira eletrônica após virar alvo de uma nova fase da operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta sexta-feira, 18 de julho.

Os agentes cumpriram mandados em endereços ligados a ele e ao Partido Liberal (PL), legenda da qual faz parte.

A ação acontece após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou uma série de medidas restritivas contra o ex-chefe do Executivo.

Além da tornozeleira, Bolsonaro foi proibido de acessar redes sociais, como Instagram, Facebook e X (antigo Twitter). A medida tem como objetivo evitar eventuais manifestações públicas que possam interferir nas investigações em curso.

A defesa de Bolsonaro confirmou que ele foi notificado oficialmente sobre as novas determinações. Advogados do ex-presidente acompanham de perto a operação, que, segundo fontes ligadas ao caso, faz parte de uma apuração mais ampla conduzida pelo STF com base em informações colhidas em ações anteriores da PF.

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As restrições impostas a Bolsonaro também incluem um toque de recolher. O ex-presidente deverá permanecer em casa entre 19h e 7h. A decisão foi tomada com base em argumentos apresentados pela Polícia Federal e aceitos pelo Supremo, que entendeu haver necessidade de controle mais rígido sobre os deslocamentos do ex-presidente.

Condenação de Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na última segunda-feira, 14 de julho, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, por volta das 23h45, e faz parte das alegações finais, a última fase antes do julgamento dos acusados, que deve ocorrer em setembro deste ano.

No documento, que tem 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

As penas máximas para os crimes passam de 30 anos de prisão. 

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação dos seguintes réus: 

  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência - Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Em caso de condenação, Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Policia Federal (PF) durante as investigações. 

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