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Bolsonaro é alvo de buscas de operação da Polícia Federal

A defesa do ex-presidente confirmou a informação, que acontece na casa dele e também em locais ligados ao PL.

Everthon Santos

18 de julho de 2025 às 08:48   - Atualizado às 09:00

Bolsonaro é alvo de buscas de operação da Polícia Federal.

Bolsonaro é alvo de buscas de operação da Polícia Federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal realizou, na manhã desta sexta-feira, 18 de julho, uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento de uma série de medidas restritivas. A

defesa do ex-presidente confirmou a operação, que acontece na casa dele e também em locais ligados ao Partido Liberal (PL), legenda à qual é filiado.

A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, relator de inquéritos que investigam a conduta de Bolsonaro e aliados. O ex-presidente agora terá que usar tornozeleira eletrônica. Além disso, não poderá sair de casa entre 19h e 7h.

A Justiça determinou ainda que ele se mantenha afastado das redes sociais, o que inclui qualquer tipo de publicação ou interação, mesmo por meio de terceiros.

As medidas também impedem o ex-presidente de ter contato com embaixadores e diplomatas. Bolsonaro está proibido de se aproximar de embaixadas, consulados e outras representações estrangeiras. A ordem também vale para o contato com outros réus ou investigados nos processos que tramitam no Supremo.

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Advogados próximos ao ex-presidente afirmam que ele recebeu as orientações da PF e já está ciente das determinações. A equipe jurídica tenta agora entender os detalhes da decisão e estuda quais medidas pode adotar em resposta, como recursos ou pedidos de revisão.

Condenação de Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na última segunda-feira, 14 de julho, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, por volta das 23h45, e faz parte das alegações finais, a última fase antes do julgamento dos acusados, que deve ocorrer em setembro deste ano.

No documento, que tem 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

As penas máximas para os crimes passam de 30 anos de prisão. 

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação dos seguintes réus: 

  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência - Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Em caso de condenação, Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Policia Federal (PF) durante as investigações. 

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