Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu na quarta-feira, 14 de maio, a possibilidade de as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terem começado durante seu mandato.
No entanto, afirmou que o esquema ganhou maior proporção no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Bolsonaro também manifestou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os descontos indevidos aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas, que causaram um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, segundo a Polícia Federal.
"É possível e vai ser investigado. Se, porventura, alguém do meu governo fez algo de errado, pague. E ponto final", afirmou Bolsonaro, quando questionado sobre a possibilidade de a fraude no INSS ter começado no seu governo.
"Nós da direita assinamos (a CPMI). PT, PSOL, PDT, ninguém assinou a CPMI. Vamos investigar", acrescentou.
Bolsonaro afirmou que é difícil garantir uma administração com "zero absoluto" de corrupção. Contudo, criticou o governo Lula. "É como zero absoluto, não tem como chegar lá.
Tem que investigar. Agora, explodiu no governo do Lula. Explodiu," disse Bolsonaro em entrevista ao portal UOL.
A oposição ao presidente Lula no Congresso Nacional protocolou, no último dia 12, um requerimento pedindo a criação da CPMI do INSS. A proposta teve a adesão de 223 deputados e 36 senadores, em sua maioria, membros do Centrão e do PL.
A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal desde abril deste ano, desvendou um esquema de cobranças indevidas aplicadas sobre benefícios do INSS.
Segundo as investigações, entidades de classe realizavam descontos sem autorização dos beneficiários, valendo-se de acordos de cooperação técnica firmados com o instituto.
Estadão Conteúdo
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