Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Os médicos que acompanham o ex-presidente Jair Bolsonaro avaliam a possibilidade de um novo procedimento médico na segunda-feira, 29 de dezembro, por causa de um quadro persistente de soluços. A condição ganhou atenção após a cirurgia realizada nesta quinta-feira, 25 de dezembro, dia de Natal, em Brasília, para correção de uma hérnia inguinal bilateral.
A cirurgia aconteceu durante a manhã e seguiu o planejamento da equipe médica. Segundo os profissionais responsáveis, Bolsonaro apresentava uma hérnia maior no lado direito e outra em fase inicial no lado esquerdo. A equipe decidiu corrigir as duas estruturas no mesmo momento, com o objetivo de evitar novos desconfortos no futuro.
A cirurgia utilizou a técnica de Lichtenstein, método amplamente empregado nesse tipo de correção. A intervenção durou cerca de três horas e transcorreu sem intercorrências. Após o término, o ex-presidente permaneceu em observação na recuperação anestésica e, em seguida, seguiu para o quarto.
De acordo com os médicos, Bolsonaro está acordado, consciente e se comunicando normalmente. Ele permanece internado em um quarto com monitoramento contínuo, estrutura semelhante a uma unidade semi-intensiva, sem necessidade de internação em UTI.
Apesar da boa recuperação cirúrgica, os soluços frequentes se exigem atenção no pós-operatório. Segundo os médicos, o sintoma tem provocado cansaço e interferido no descanso do ex-presidente , o que levou a equipe a aprofundar a investigação clínica.
Os médicos associam os soluços a alterações no sistema digestivo, como esofagite severa, gastrite e refluxo gastroesofágico. Neste momento, a equipe optou por reforçar o tratamento clínico, com ajustes na dieta e na medicação.
Caso não haja resposta satisfatória nos próximos dias, os profissionais avaliam a realização de um bloqueio do nervo frênico, procedimento mais invasivo que pode ser considerado a partir da próxima segunda-feira, 29 de dezembro.
A previsão inicial é que Bolsonaro permaneça internado entre cinco e sete dias, dependendo da evolução clínica e da necessidade ou não do novo procedimento. Durante esse período, ele deve repetir exames, incluindo endoscopia digestiva alta, para reavaliar o quadro digestivo.
A equipe médica informou que a alta hospitalar só ocorrerá quando o ex-presidente apresentar condições de realizar atividades básicas sem auxílio. Durante a internação, ele conta com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, autorizada pelo hospital como acompanhante.
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