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Bolsonaro critica pena de 14 anos para mulher que pichou "perdeu, mané" ao convocar ato pró-anistia

Na publicação, o ex-presidente também relembrou que Lula já pediu a liberdade de outros presos.

Cami Cardoso

24 de março de 2025 às 16:43   - Atualizado às 17:21

Ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou um novo ato político para o dia 6 de abril , na Avenida Paulista. O evento, segundo ele, tem como objetivo pedir pela anistia dos presos dos atos de 8 de janeiro, que ele classificou como reféns de um Estado “persecutório”. Além disso, o ex-presidente criticou o pedido de 14 anos de prisão para mulher que pichou estátua da Justiça, e relembrou que Lula já pediu anistia para presos. 

"Em 1998, o sindicalista Lula da Silva procurou o então presidente FHC, onde pediu a libertação dos sequestradores de Abílio de Lisboa. Disse a FHC que ele tinha oportunidade de passar para a história como grande democrata. Caso contrário, poderia ser lembrado como um ex-presidente que permitiu que 10 jovens que cometeram apenas o erro morressem na cadeia, já que estavam em greve de cota. Os sequestradores da Argentina, Chile e Canadá foram libertados. E o único brasileiro foi indultado. Lula da Silva, hoje você é o presidente. E já temos a morte de um inocente no Clesão e de mais uma centena de presos e refugiados. Depois de Alexandre de Morais, o ministro Dino dá o segundo voto para condenar a 14 anos a senhora Débora, profissional da área da Beleza. Mãe de Caio, dez anos, e Rafael, de sete. Todos os refugiados condenados até agora são acusados de integrar uma associação criminosa armada. Um falso golpe. Sem tropa, sem liderança e sem arma".

A convocação acontece em meio à crescente pressão judicial sobre Bolsonaro , que pode se tornar réu no STF no próximo dia 26 de março , acusado de tentativa de golpe. Em suas redes sociais, o ex-presidente criticou o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que “o que está acontecendo no Brasil é inaceitável e precisa chegar ao fim”.

No post, Bolsonaro reforçou que a pauta da anistia está avançando no Congresso , mas pediu que seus apoiadores comparassem à Paulista para “mostrar força”. Ele também destacou que a manifestação "Não é por mim. É pela liberdade! Pelo Brasil! Pelo futuro dos nossos filhos!".

A convocação ocorre pouco mais de um mês após o último ato em São Paulo. Agora, porém, Bolsonaro eleva o tom contra o STF e tenta mobilizar sua base diante do avanço das investigações.

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Ricardo Nunes confirma presença no ato

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira, 24, que participará da manifestação bolsonarista, no dia 6 de abril, em prol da anistia aos presos e condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

Nunes criticou o voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhado por Flávio Dino, para condenar a cabeleireira Debora Rodrigues a pena de 14 anos de prisão.

Ela foi flagrada pichando "perdeu, mané" na estátua A Justiça, que fica na Praça dos Três Poderes e é o símbolo do Poder Judiciário brasileiro. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista de Luiz Fux.

"Eu vou participar (do ato). Eu estou com o meu coração machucado de ver a situação da cabeleireira (com voto por) 14 anos de prisão. A gente tem que respeitar as decisões judiciais, mas é importante que a gente possa fazer uma reflexão sobre isso Não tem sentido traficantes, pessoas perigosíssimas, terem penas tão reduzidas, estarem soltas, e a gente ter uma cabeleireira, que evidentemente errou por pintar ali uma estátua, por usar essa ferramenta perigosíssima, que é o batom, mas não pode ser colocado uma pena tão grave assim", afirmou o prefeito paulistano.

Nunes afirmou ainda que agentes públicos devem orientar e conversar sobre atos que possam comprometer a segurança jurídica do País.

"Eu estou muito impactado negativamente com o voto de ministros em colocar 14 anos de prisão para uma pessoa, mãe de dois filhos. Então, com todo o respeito e a manifestação, a mobilização, desde que ela seja feita de forma ordeira, é algo legítimo de qualquer cidadão poder praticar. Então, eu acho que a gente precisa ter um alerta com relação a isso", afirmou o chefe do Poder Executivo de São Paulo.

 

Nas eleições do ano passado, em que derrotou o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno, Nunes contou com apoio da ala bolsonarista de São Paulo. No acordo político, aceitou a indicação do Coronel Mello Araújo como vice, nome apontado por Jair Bolsonaro (PL). Nunes aproveitou para alfinetar o desafeto Boulos.

"Se a gente fizer uma comparação com outros atos, o Guilherme Boulos invadiu o Ministério da Fazenda, o Guilherme Boulos, junto com a sua tropa, depredou a Fiesp. Pegou quantos dias de prisão? Nenhum dia. Não teve nem que dar uma cesta básica", afirmou. Nunes ressaltou ainda não defender o ato da cabeleireira. Segundo ele, a ação da manifestante foi errada, mas a pena de 14 anos não é "razoável".

"Então, a gente precisa ter razoabilidade nas questões. Evidentemente, punir qualquer um que cometa qualquer tipo de agressividade, de dano ao patrimônio. Mas dizer que 14 anos para uma pessoa, uma mãe com dois filhos, que não tem nenhum antecedente criminal, a gente precisa ter razoabilidade. Acho que a gente precisa repensar isso. Não que ela não tenha que pagar pelo que fez. Mas acho que é só a questão da pena, da dosimetria que foi colocada", concluiu.

 

Procuradoria-Geral da República (PGR) atribui cinco crimes a Débora - golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Ela está presa na Penitenciária Feminina de Rio Claro, em São Paulo, desde a oitava fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal em março de 2023.

Estadão Conteúdo.

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