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Atos 8/1: relatora da CPMI diz que trama golpista contribuiu para indiciamento de Bolsonaro pela PF

Ao todo, 37 pessoas foram citadas pela corporação, incluindo o ex-presidente, sob acusações de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Gabriel Alves

23 de novembro de 2024 às 13:03   - Atualizado às 13:42

Eliziane Gama e Bolsonaro.

Eliziane Gama e Bolsonaro. Fotos: Jefferson Rudy/Agência Senado e Arquivo/Agência Brasil. Edição: Portal de Prefeitura

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), responsável pela relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, disse na quinta-feira, 21 de novembro, que a atuação do grupo foi crucial para embasar os indiciamentos da Polícia Federal (PF) no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado.

Ao todo, 37 pessoas foram citadas pela corporação, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sob acusações de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Eliziane disse que 11 dos nomes indiciados constavam no relatório da CPMI, o que, segundo ela, demonstra a precisão e relevância do trabalho realizado ao longo de cinco meses no Congresso.

"Ela foi certeira e realmente caminhou naquilo que deveria caminhar, tanto que nós temos hoje esse resultado", disse a relatora sobre os indiciamentos.

O documento da comissão, aprovado em outubro de 2023, solicitava 61 indiciamentos, abrangendo vários integrantes do governo Bolsonaro, incluindo militares e ex-ministros do governo dele, como Walter Braga Neto, da Defesa; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e Anderson Torres, da Justiça. O relatório da comissão foi entregue ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, depois que ele assumiu o cargo, em dezembro de 2023.

"A informação que ele nos passou foi de que todo o conjunto de informações do relatório seria considerado. Então, para nós, isso foi um dado muito importante", disse.

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Embora o relatório da CPMI tenha antecipado nomes que constam no inquérito da Polícia Federal, a senadora apontou que em nenhum momento houve suspeita sobre um plano de assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Se você perguntar se houve elementos que apontavam uma tentativa de assassinato, de forma clara e substancial, nós não tivemos. Nós tivemos evidências claras de uma tentativa de golpe de Estado, de abolir de forma violenta o Estado Democrático de Direito", concluiu.

Braga Netto quebra o silêncio após ser indiciado pela PF

Após ser indiciado pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 21 de novembro, o general Walter Braga Netto, ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL), afirmou ser alvo de informações inapropriadas no inquérito que investiga crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Braga Netto foi indiciado ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras 35 pessoas.

O general divulgou uma nota expressando sua posição sobre o caso que dominou as manchetes do país neste dia.

Confira nota

A Defesa técnica do general Walter Souza Braga Netto destaca e repudia veementemente, e desde logo, a indevida difusão de informações relativas a inquéritos, concedidas “em primeira mão” a determinados veículos de imprensa em detrimento do devido acesso às partes diretamente envolvidas e interessadas. Assim, a defesa aguardará o recebimento oficial dos elementos informativos para adotar um posicionamento formal e fundamentado.

 

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