Entidades palestinas consideram a detenção ilegal. Essas organizações denunciam, de forma recorrente, casos de violência física e psicológica praticados contra pessoas presas pelo governo.
Ativista brasileiro Thiago Ávila é solto e deportado após ser preso em Israel. Foto: Divulgação
O ativista brasileiro Thiago Ávila deixou a prisão e foi deportado por Israel neste domingo, 10 de maio, após permanecer mais de uma semana detido. A confirmação partiu do Ministério de Relações Exteriores israelense e da organização de direitos humanos Adalah, que acompanhou o caso desde a detenção.
Ávila estava preso desde 29 de abril ao lado do ativista espanhol Saif Abukeshek. Os dois integravam a flotilha Global Sumud, que seguia em direção a Gaza quando forças israelenses interceptaram a embarcação e realizaram a prisão.
Ao anunciar a deportação, o Ministério israelense classificou os ativistas como “provocadores profissionais”. Em nota oficial, o órgão afirmou que não permite qualquer tentativa de violação do bloqueio naval imposto à região de Gaza. A declaração informou que, após a conclusão da investigação, as autoridades decidiram pela deportação imediata dos dois ativistas.
Segundo publicação feita no perfil pessoal de Thiago Ávila, ele deve desembarcar no Cairo, no Egito, poucas horas após deixar Israel.
O ativista brasileiro participava da missão a bordo de um navio da organização GSF. Militares israelenses retiraram Ávila da embarcação à força. Ele estava acompanhado de Saif Abukeshek no momento da abordagem. Após a interceptação, as autoridades separaram os dois dos demais integrantes da flotilha e transferiram ambos para a Grécia.
O grupo de brasileiros iniciou a viagem no dia 12 de abril, partindo de Barcelona, na Espanha, com destino final à Faixa de Gaza. A missão tinha como objetivo levar alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população local.
Entidades palestinas consideram a detenção ilegal. Essas organizações denunciam, de forma recorrente, casos de violência física e psicológica praticados contra pessoas presas pelo governo israelense. Relatórios produzidos por essas entidades apontam que esse tipo de abordagem busca pressionar e intimidar ativistas e civis envolvidos em ações humanitárias.
No momento da interceptação, a embarcação navegava em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta. A flotilha seguia viagem quando forças israelenses realizaram a abordagem e interromperam o trajeto.
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Para o ministro do STF, a situação evidencia deficiências de transparência e rastreabilidade na destinação dos recursos destinados à promoção de eventos.
Durante o encontro, o ex-ministro destacou a preocupação com os efeitos da medida sobre a cadeia produtiva, que gera milhares de empregos e movimenta a economia em diversas regiões do país.
Segundo a entidade que defende os acusados, não há obstáculos processuais que justifiquem a paralisação do julgamento.
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