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Ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres é condenado a 24 anos de prisão

Moraes destacou o alto cargo que o político tinha no governo, sendo ainda secretário de Segurança do Distrito Federal no 8 de Janeiro.

Redação

11 de setembro de 2025 às 20:28   - Atualizado às 20:29

Jair Bolsonaro e Anderson Torres.

Jair Bolsonaro e Anderson Torres. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou nesta quinta-feira, 11, a pena do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, em 24 anos de prisão, em regime fechado - 21 anos e seis meses de reclusão e 2 anos e seis meses de detenção -, além de 100 dias multa (no valor de um salário mínimo).

Os ministros seguiram os termos do voto do relator, Alexandre de Moraes.

A pena foi fixada da seguinte forma:

  • - Organização criminosa - 5 anos de reclusão
  • - Abolição violenta do Estado Democrático de Direito - 6 anos de reclusão
  • - Dano qualificado - 2 anos e seis meses e 50 dias multa
  • - Golpe de Estado - 8 anos
  • - Deterioração ao patrimônio tombado - 2 anos e seis meses e 50 dias multa

Pesaram contra Torres, "circunstâncias altamente desfavoráveis", anotou Moraes. O ministro destacou o alto cargo que Torres tinha no governo, sendo ainda secretário de Segurança do Distrito Federal no 8 de janeiro de 2023. Também ressaltou o fato de ele ser delegado de Polícia Federal de carreira.

O relator apontou ainda como Torres atuou em várias pautas "manifestamente ilegítimas" contra o sistema eleitoral, com vistas ao objetivo comum da organização criminosa - "perpetuação no poder e fim da democracia, com ditadura".

Estadão Conteúdo

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