Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) use tornozeleira eletrônica.
A medida faz parte de uma nova operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta sexta-feira, 18 de julho, que tem como foco o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente e ao Partido Liberal (PL).
A investigação apura possíveis crimes como coação no curso do processo, obstrução de justiça e ataques à soberania nacional. O inquérito foi aberto na última sexta-feira (11), poucos dias após os Estados Unidos anunciarem um aumento de tarifas comerciais. Não há, até agora, confirmação oficial de relação direta entre os dois eventos, mas o contexto internacional pesa nos bastidores.
A operação da PF ocorreram na residência de Bolsonaro, em Brasília, e em locais relacionados ao PL. A operação teve autorização do Supremo, e Moraes foi o responsável por assinar as medidas cautelares. Além do uso da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro está proibido de acessar redes sociais e terá que permanecer em casa todas as noites, das 19h às 7h.
O STF também restringiu os contatos do ex-presidente com outros réus e investigados nos processos em andamento. Moraes vetou qualquer tipo de comunicação entre Bolsonaro e embaixadores ou diplomatas estrangeiros, e proibiu que ele se aproxime de sedes diplomáticas.
Na prática, essa medida afeta diretamente o convívio com o filho do ex-presidente, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também figura em investigações ligadas ao mesmo núcleo.
A defesa do ex-presidente divulgou nota logo após a operação. Os advogados afirmaram que receberam com “surpresa e indignação” a decisão do STF. Eles ressaltaram que Bolsonaro, até o momento, sempre cumpriu todas as determinações judiciais. Os representantes legais informaram ainda que só irão se manifestar oficialmente após terem acesso ao conteúdo completo da decisão.
"A defesa do ex-Presidente Jair Bolsonaro recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas contra ele, que até o presente momento sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário. A defesa irá se manifestar oportunamente, após conhecer a decisão judicial".
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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