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Vai quebrar o silêncio: Alexandre de Moraes autoriza Bolsonaro a dar primeira entrevista após prisão

A conversa exclusiva está marcada para o dia 23 de dezembro, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Cami Cardoso

19 de dezembro de 2025 às 07:59   - Atualizado às 08:32

Ex presidente Jair Bolsonaro.

Ex presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a conceder sua primeira entrevista desde que foi preso.

A conversa exclusiva será publicada pelo portal Metrópoles e está marcada para o dia 23 de dezembro, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre pena na capital federal. A autorização judicial abre espaço para que o ex-presidente volte a se manifestar publicamente após meses de silêncio imposto por decisões do STF. 

A última entrevista concedida por Bolsonaro à imprensa ocorreu em 15 de julho. Três dias depois, o ministro Alexandre de Moraes determinou a adoção de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de publicar conteúdos em redes sociais.

Segundo o Metrópoles, a entrevista será conduzida pelo colunista Paulo Cappelli e ocorrerá dentro das dependências da Polícia Federal, onde o ex-presidente está detido. A expectativa é que Bolsonaro comente sua condenação, as decisões judiciais recentes e o cenário político nacional.

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A autorização para a entrevista marca um novo capítulo na relação do ex-presidente com a imprensa desde sua prisão e ocorre em meio ao debate público sobre os desdobramentos jurídicos e políticos do caso.

Prisão de Bolsonaro

O laudo dos peritos da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira, 18 de dezembro, confirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica durante o período em que esteve em prisão domiciliar. 

No dia 22 de novembro, Bolsonaro foi preso após confessar que usou ferro de solda para romper o equipamento. Desde então, ele está em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.

Os peritos confirmaram que há sinais de violação do equipamento, com danos significativos na capa plástica da tornozeleira.

Segundo eles, testes realizados com ferro de solda na superfície da tornozeleira são compatíveis com os danos verificados, sendo a violação grosseira e sem “precisão técnica”

O laudo foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Também nessa quarta-feira, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao STF para que ele faça sessões de fisioterapia. Segundo os advogados, o atendimento é essencial para o condicionamento físico e para evitar soluços. 

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