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Advogada perde a guarda do filho após se casar com Thiago Brennand, decide Justiça

Karina Kufa atua na defesa do empresário em processos criminais e já participou de casos de grande repercussão, incluindo a representação de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ricardo Lélis

17 de julho de 2026 às 17:17   - Atualizado às 17:17

Thiago Brennand vai se casar com advogada.

Thiago Brennand vai se casar com advogada. (Fotos: Reprodução/Redes sociais e Reprodução/ Kufa Advocacia)

A Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar, que o filho da advogada Karina de Paula Kufa permaneça provisoriamente sob os cuidados do pai, Amilton Augusto da Silva Júnior, após o período de convivência das férias escolares.

A medida foi tomada depois que Karina oficializou casamento com o empresário Thiago Antonio Brennand Tavares da Silva Fernandes Vieira, preso desde 2023.

A decisão foi assinada na última segunda-feira (14) pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central Cível da capital.

Karina Kufa atua na defesa de Brennand em processos criminais e já participou de casos de grande repercussão, incluindo a representação de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Divorciada, ela é mãe de dois filhos e afirmou que ambos foram informados previamente sobre sua decisão de se casar.

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De acordo com os autos, a guarda da criança é compartilhada. Em acordo homologado em 19 de março de 2026, o domicílio de referência havia sido fixado com a mãe.

No entanto, ao analisar o pedido apresentado pelo pai, o magistrado destacou que Karina se casou no início de julho com Brennand.

Na decisão, o juiz observa que Brennand responde a diversas acusações criminais envolvendo diferentes vítimas e ressalta que os fatos atribuídos a ele são "extremamente graves" e envolvem "requintes de crueldade", inclusive contra o próprio filho.

O magistrado também menciona que as acusações envolvendo mulheres com quem Brennand manteve relacionamento tiveram ampla repercussão na imprensa.

Diante desse cenário, o juiz considerou ser "razoável questionar se a manutenção do domicílio de referência materno atende os melhores interesses da criança". Ele ressaltou, contudo, que a questão ainda dependerá da instauração do contraditório, da produção de provas e da análise do pedido de tutela de urgência.

A decisão ainda autoriza o pai a realizar a matrícula da criança em uma escola na cidade de São Paulo.

Karina Kufa terá prazo de cinco dias, a partir da intimação, para se manifestar especificamente sobre o pedido de tutela de urgência.

O magistrado enfatizou que a solicitação será analisada de forma mais aprofundada após a manifestação da defesa e do Ministério Público.

Além disso, foi determinada a realização de uma perícia psicológica para avaliar se o pai e sua companheira possuem condições de atender às necessidades da criança e se a mudança do domicílio de referência para a residência paterna atende ao melhor interesse do menor.

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