Salão do automóvel de Pequim 2024 Foto: Divulgação/Nissan
O setor automotivo mundial concentra suas atenções na China em abril de 2026 com o início do Auto China, em Pequim. Ocupando uma área de trezentos e oitenta mil metros quadrados, o evento consolida-se como a maior vitrine da indústria, apresentando mais de mil e quatrocentos veículos e setenta e um carros-conceito. De acordo com a revista Motor Show, a mostra deste ano é marcada por uma ofensiva agressiva de marcas chinesas voltadas para a exportação, com forte foco no consumidor brasileiro, que se tornou um dos principais pilares estratégicos para grupos como Chery e BYD.
Entre os principais destaques para o mercado nacional está a consolidação das marcas Omoda e Jaecoo. A fabricante aproveita o evento para exibir os modelos Jaecoo 5 e Omoda 4, SUVs que devem desembarcar no Brasil com preços competitivos para disputar o segmento de compactos. Segundo o jornalista Flávio Silveira, enviado especial a Pequim, a Chery também utiliza o salão para introduzir a Lepas, uma nova divisão focada em veículos eletrificados de alto volume. Conforme detalhado por analistas da indústria, a estratégia de criar submarcas específicas para o mercado externo visa contornar barreiras comerciais e fortalecer a identidade premium desses produtos em solo brasileiro.
A tecnologia de armazenamento de energia é um dos pilares centrais da mostra em 2026. A BYD apresentou a segunda geração de sua bateria Blade, enquanto a CATL revelou avanços em baterias de estado sólido que prometem autonomias superiores a mil quilômetros com uma única carga. De acordo com informações técnicas divulgadas no evento, a Xiaomi também demonstrou a maturidade de seus sistemas ao registrar trajetos de longa distância com o modelo SU7 sem paradas para recarga. Segundo especialistas em tecnologia, a "guerra dos LiDARs" também atingiu um novo patamar, com sensores de alta precisão equipando até modelos populares que custam o equivalente a sessenta e cinco mil reais.
O salão também evidencia como as empresas de tecnologia estão assumindo o controle operacional dos veículos. A Huawei consolidou sua presença através da aliança Hima, fornecendo desde sistemas operacionais até assistentes de condução autônoma de nível quatro para diversas fabricantes. Conforme observado por consultores do setor, marcas como Xpeng e NIO agora desenvolvem seus próprios chips de processamento, reduzindo a dependência de fornecedores globais de semicondutores. Essa integração entre software e hardware é apontada como o diferencial que permite às marcas chinesas manterem ciclos de lançamento muito mais curtos do que as montadoras tradicionais.
A velocidade das inovações apresentadas em Pequim pressiona as montadoras instaladas na Região Metropolitana do Recife e em polos automotivos vizinhos a acelerarem seus processos de modernização. De acordo com o Diário de Pernambuco, a Stellantis já movimenta sua unidade em Goiana para integrar tecnologias da Leapmotor em futuros lançamentos nacionais. Conforme detalhado por especialistas em logística e produção, o avanço dos modelos ultra-híbridos chineses em 2026 exige que as plantas locais adotem sistemas de montagem mais flexíveis para competir em pé de igualdade com a eficiência produtiva demonstrada pelas fábricas asiáticas.
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