Pernambuco, 22 de Abril de 2026

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Tupy inicia reciclagem de baterias de carros elétricos em metalúrgica no Brasil

A multinacional utiliza tecnologia de hidrometalurgia para recuperar minerais críticos com pureza superior à extraída em minerações tradicionais.

Beto Dantas

22 de abril de 2026 às 17:53   - Atualizado às 17:53

Tupy foca na reciclagem para extração de materiais com alta pureza.

Tupy foca na reciclagem para extração de materiais com alta pureza. Nilson Bastian/Divulgação Tupy

A indústria de mobilidade elétrica no Brasil alcança um novo patamar de maturidade com o início das operações da planta-piloto da Tupy no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). A unidade, que recebeu investimentos superiores a 45 milhões de reais em parceria com a Finep e a USP, tem capacidade inicial para processar 400 toneladas de baterias por ano em abril de 2026. De acordo com o portal InsideEVs, a iniciativa foca na recuperação de metais estratégicos como lítio, cobalto, níquel e manganês, reduzindo a dependência nacional da importação desses insumos essenciais para a fabricação de novas células de energia.

Tecnologia hidrometalúrgica e eficiência ambiental

Diferente dos processos tradicionais de pirometalurgia, que incineram os materiais e geram altas emissões de carbono, a Tupy aposta na hidrometalurgia flexível. Segundo a revista Quatro Rodas, esse método utiliza soluções químicas para dissolver os componentes e extrair os minerais com grau de pureza acima de 90%, índice superior ao obtido na mineração primária. Conforme detalhado por especialistas da empresa, o processo consome menos energia e permite que o lítio seja reaproveitado quase em sua totalidade, fechando o ciclo de vida das baterias de veículos elétricos e híbridos que circulam no país.

O papel da economia circular na transição energética

A operação da planta no IPT representa um avanço para a autonomia da cadeia produtiva brasileira em 2026. De acordo com o portal Folha de S. Paulo, as baterias chegam à unidade por meio de parcerias com montadoras e empresas de eletrônicos, passando por um processo rigoroso de descarregamento total antes do desmonte. Segundo a diretora de materiais avançados do IPT, Sandra Moraes, o sucesso dessa tecnologia é fundamental para diminuir o impacto ambiental da extração mineral e garantir que o Brasil possua tecnologia própria para gerenciar o descarte de baterias no final de sua vida útil.

Capacidade e Metas de Reciclagem da Tupy

Atributo Dados da Planta-Piloto (2026) Metas de Expansão
Capacidade Anual 400 toneladas. 10.000 toneladas.
Equivalência em Veículos ~ 1.000 carros elétricos/ano. ~ 25.000 carros elétricos/ano.
Grau de Pureza Obtido Superior a 90%. Estabilização em 95%.
Localização IPT / USP (São Paulo). Unidades industriais da Tupy.

Reflexos para o ecossistema de mobilidade em Pernambuco

O avanço na reciclagem de baterias tem reflexos diretos na confiança do consumidor e de frotistas na Região Metropolitana do Recife. De acordo com o Jornal do Commercio, a garantia de um descarte correto e economicamente viável é um dos principais incentivos para que empresas locais acelerem a troca de frotas convencionais por elétricas. Conforme destacado por consultores de logística de Pernambuco, a presença de uma infraestrutura nacional de reciclagem em 2026 reduz o risco ambiental e valoriza o mercado de veículos usados, consolidando o estado como um polo regional de eletrificação sustentável no Nordeste.

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