Bros 160. Foto: Divulgação Honda.
O Nordeste brasileiro reafirma sua posição estratégica para a indústria de motocicletas ao concentrar 33,1% do total de emplacamentos realizados no Brasil em 2025. O vigor do mercado regional é impulsionado por uma transformação nos hábitos de consumo: dados do IBGE apontam que as motos já são mais presentes nos lares nordestinos do que os automóveis, com uma penetração de 34,5% contra 30%, respectivamente.
O desempenho do setor no início deste ano confirma a tendência de alta. Entre janeiro e março de 2026, o varejo nacional comercializou 571.728 unidades, um crescimento de 20,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O mercado nordestino é o grande protagonista desse volume, especialmente no segmento de motocicletas "Street", que representam mais de 50% da demanda devido à sua versatilidade para o trabalho e deslocamento urbano.
A liderança do Nordeste no setor de duas rodas é sustentada por uma combinação de fatores econômicos e sociais:
Embora a Zona Franca de Manaus ainda detenha a hegemonia produtiva, o Nordeste começa a desenhar sua própria rota industrial. Novos investimentos e expansões de plantas já existentes indicam que a região busca deixar de ser apenas o destino final das mercadorias para se tornar um centro de fabricação, com foco especial em tecnologia elétrica e eficiência logística.
O caso mais consolidado de produção na região é o da Shineray do Brasil. Com sua planta principal localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape (PE), a montadora anunciou um investimento de R$ 75 milhões para expandir sua capacidade produtiva.
Em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, a Duact Motors avança nas negociações para a instalação de uma fábrica focada em mobilidade sustentável. A escolha estratégica do Ceará deve-se à proximidade com o Porto do Pecém, o que facilitaria a importação de células de bateria e motores.
Na Paraíba, o cenário industrial ilustra o esforço de estados que possuem alta demanda de consumo, mas enfrentam barreiras fiscais severas. O caso da Vertys Motors, em Campina Grande, tornou-se emblemático: após anunciar um investimento de R$ 100 milhões, a empresa optou por concentrar a fabricação pesada em Manaus, mantendo na Paraíba um centro estratégico de montagem leve e logística.
A aposta do estado agora se volta para o seu forte polo tecnológico. Em vez de competir apenas na moldagem do aço, a Paraíba busca atrair indústrias que foquem na inteligência dos veículos, utilizando a expertise acadêmica de Campina Grande para o desenvolvimento de softwares e sistemas para motos elétricas, consolidando-se como o "cérebro" da mobilidade no Nordeste.
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