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Motos clássicas que marcaram época e definiram a paixão nacional sobre duas rodas

Da lendária linha RD da Yamaha às primeiras Honda nacionais, confira as máquinas que fizeram história no Brasil.

Beto Dantas

19 de fevereiro de 2026 às 15:37   - Atualizado às 15:39

CB 125 S2 1972, importada do Japão

CB 125 S2 1972, importada do Japão Foto: Roberto Vilarta/Colecionador

A trajetória das motocicletas no Brasil é dividida entre o "antes" e o "depois" da instalação das fábricas no Polo Industrial de Manaus. Antes disso, o cenário era povoado por modelos importados que hoje são joias de colecionador. De acordo com informações do portal G1, a década de 70 foi o verdadeiro divisor de águas, quando modelos de baixa cilindrada começaram a motorizar a classe média e a juventude brasileira, criando uma cultura de liberdade que perdura até hoje. A soberania das marcas japonesas começou a ser desenhada com máquinas que privilegiavam a mecânica simples e o desempenho ágil para as cidades que cresciam em ritmo acelerado.

A dinastia Yamaha: as valentes RD50 e RD75

Falar de história das motos no Brasil sem citar a linha RD (Race Developed) da Yamaha é impossível. A trajetória começou com a RD50, carinhosamente apelidada de "cinquentinha", que se tornou o sonho de consumo dos adolescentes da época. Segundo o portal UOL, ela foi um dos primeiros modelos fabricados pela Yamaha no país, em 1974, trazendo um motor dois tempos que entregava uma performance surpreendente para o seu tamanho. Logo em seguida, a RD75 elevou o patamar, oferecendo um pouco mais de fôlego para quem precisava de uma moto urbana robusta e estilosa. Essas motos foram a base para a futura e lendária RD350, a "Viúva Negra", mas tudo começou com a valentia dessas pequenas notáveis.

O despertar da gigante: as primeiras Honda

A trajetória da Honda no Brasil começou a mudar o jogo em 1971, com a importação da icônica CB 125, mas a verdadeira revolução veio com a inauguração da fábrica em Manaus. De acordo com a revista Exame, a CG 125, lançada em 1976, é o maior fenômeno de vendas da história do país. Com seu motor quatro tempos e economia de combustível imbatível, ela se tornou a ferramenta de trabalho de milhões de brasileiros. Antes dela, modelos como a Honda 65 (a "saia e blusa") já faziam sucesso, mas a CG estabeleceu uma soberania de mercado que a marca mantém até hoje. Conforme indica o portal Ne10, a simplicidade mecânica daquelas primeiras Honda permitiu que a moto deixasse de ser um item de luxo para se tornar um bem de primeira necessidade.

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Outros ícones que cruzaram as décadas

Além das japonesas, outras marcas deixaram uma trajetória indelével nas ruas brasileiras. Segundo a CNN Brasil, a Lambretta e a Vespa dominavam os centros urbanos antes da ascensão das motocicletas convencionais, deixando um legado de design que ainda encanta gerações. Na categoria de maior cilindrada, a Honda CB 400, lançada no início dos anos 80, trouxe um novo nível de sofisticação e status para os motociclistas. De acordo com a Folha de Pernambuco, o mercado de restauração dessas máquinas antigas cresce exponencialmente em dois mil e vinte e seis, provando que a conexão emocional com modelos como a Yamaha TT 125 ou a Agrale continua vibrante no coração de quem viveu a era de ouro das duas rodas.

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