Nova Yamaha Crypton, chega a fazer 48km/L Foto: Yamaha/Divulgação.
O mercado de duas rodas no Brasil registra um movimento de forte demanda por modelos de baixa cilindrada neste mês de março de 2026. Impulsionado pela necessidade de redução de custos logísticos e pelo aumento constante no preço da gasolina nas capitais, o consumidor brasileiro — especialmente o profissional de entrega — tem priorizado a eficiência energética acima da performance. De acordo com o levantamento anual do Inmetro e dados atualizados pelo portal Mobiauto, as motocicletas mais econômicas do país conseguem hoje superar a marca dos 50 km/l, tornando-se o investimento mais racional para quem depende da mobilidade urbana diária.
A trajetória da economia de combustível nas motos modernas deve-se ao andamento tecnológico dos sistemas de injeção eletrônica programada e ao uso de materiais mais leves na construção dos motores. Segundo especialistas do setor, o mercado atual não aceita mais modelos que entreguem médias inferiores a 35 km/l na cidade. Conforme dados da Abraciclo, as fabricantes que mais investiram em eficiência térmica nos últimos dois anos detêm hoje as maiores fatias de mercado, com destaque para a liderança absoluta das marcas que produzem localmente no Polo Industrial de Manaus.
Entre os modelos que se destacam pelo baixo consumo, a Honda Biz 110i e a Honda Pop 110i continuam no topo da lista. De acordo com as aferições técnicas, a Honda Pop 110i ES consegue atingir médias de até 55 km/l em condições de tráfego urbano moderado. Logo em seguida, a Honda Biz 110i, com sua transmissão semiautomática, entrega cerca de 52 km/l, sendo a favorita do público que busca praticidade. Segundo reportagens do jornal O Tempo, a Yamaha Crypton, relançada recentemente com motorização atualizada, entrou na disputa direta, registrando médias de 48 km/l.
No segmento de motocicletas "street" de entrada, a Honda CG 160 Start e a Yamaha Factor 125i são as referências. De acordo com o Inmetro, a Factor 125i, graças ao seu sistema Blueflex, consegue manter uma média de 45 km/l quando abastecida exclusivamente com gasolina de boa qualidade. Conforme detalhado em boletins da Rádio Itatiaia, até mesmo marcas que focavam em custo de aquisição, como a Shineray, elevaram o nível técnico de seus produtos, com a Shineray Worker 125 entregando 42 km/l, o que a torna uma opção competitiva para frotistas.
A escolha de uma moto focada exclusivamente em economia exige que o condutor entenda as limitações e os benefícios desse tipo de veículo.
O rumo da economia de combustível aponta para uma hibridização leve ou a migração total para a eletricidade. No entanto, em março de dois mil e vinte e seis, os modelos a combustão de 110cc a 125cc ainda reinam devido à infraestrutura de abastecimento e ao baixo custo de revenda. Segundo analistas da Rádio Itatiaia, a tendência é que o andamento das tecnologias flex continue evoluindo para que o etanol seja uma alternativa ainda mais viável financeiramente. Para o consumidor, a dica de ouro permanece sendo a manutenção preventiva: pneus calibrados e filtros limpos podem representar uma economia extra de até 10% no consumo final.
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