Novas normas e fiscalização para reparos em carros elétricos. Foto: Agência São Paulo.
O crescimento expressivo da frota de veículos eletrificados no cenário nacional começou a desenhar um novo arcabouço regulatório para garantir a segurança de proprietários e profissionais do setor. Diferente de uma obrigatoriedade unificada para o licenciamento anual, o mercado brasileiro avança por meio de normas técnicas rigorosas e debates legislativos estruturados. Esse movimento responde à necessidade urgente de padronizar os procedimentos de pós-venda, envolvendo desde a manutenção nas oficinas até a infraestrutura de recarga em áreas urbanas.
O pilar central dessa transformação é a adoção da norma ABNT PR 1025, que estabelece critérios detalhados para a manutenção, inspeção e reparo de modelos elétricos e híbridos. O foco principal do documento técnico está na capacitação profissional para mitigar riscos durante o manuseio de sistemas de alta tensão. A regulamentação define três níveis distintos de especialização para os mecânicos da Indústria Nacional, exigindo treinamentos extensos de até 160 horas para aqueles que realizam intervenções diretas nos módulos de energia e baterias de tração.
Além do ambiente das oficinas, a preocupação com a segurança alcançou as edificações residenciais e comerciais. O Corpo de Bombeiros de estados como São Paulo atualizou suas diretrizes operacionais, estabelecendo restrições severas para a instalação de pontos de recarga em condomínios e proibindo o uso de carregadores portáteis em áreas comuns. Paralelamente, o Inmetro coordena um Grupo de Trabalho específico para avaliar os riscos térmicos e químicos de baterias de íon-lítio, com estudos técnicos aprofundados que servirão de base para futuras legislações.
No âmbito do Poder Legislativo, a fiscalização desses veículos é tema de projetos que propõem vistorias periódicas para frotas com mais de cinco anos de uso. Embora a exigência de um laudo de saúde da bateria não seja uma lei federal vigente para o calendário atual de licenciamento, o setor caminha a passos largos nessa direção. A consolidação dessas regras confere maior transparência ao mercado de seminovos, assegurando que o consumidor de um Lançamento ou de um modelo de Alta Performance usado usufrua de uma Tecnologia Automotiva segura e em conformidade com os padrões globais.
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