GAC lançou o SUV S7, que vem para o Brasil disputar espaço com Haval H9 e Toyota SW4. Foto: GAC/Divulgação.
O Salão de Pequim 2026 reafirma a liderança da China na indústria automóvel global, apresentando uma transformação profunda no perfil dos seus lançamentos. De acordo com o portal InsideEVs, o evento deste ano sinaliza o fim da agressiva disputa por preços baixos, dando lugar a uma competição baseada em conteúdo tecnológico e qualidade construtiva. Com cerca de cento e oitenta estreias mundiais, a mostra destaca a maturidade das marcas locais, que deixaram de focar apenas no volume de vendas para investir em veículos de alto valor acrescentado, prontos para enfrentar marcas premium europeias.
A principal tendência observada no certame é a predominância de utilitários esportivos com mais de cinco metros de comprimento e três fileiras de bancos. Modelos como o BYD Sealion 08, o Leapmotor D19 e o IM LS6 exemplificam esta nova fase, oferecendo níveis de acabamento e potência superiores aos padrões anteriores. Segundo analistas do setor, este movimento reflete a ambição das fabricantes em dominar segmentos superiores, tanto no mercado doméstico quanto nas exportações. Conforme detalhado por especialistas, estes veículos são projetados para oferecer uma experiência de "primeira classe" aos ocupantes, com foco em conforto e espaço.
Embora a eletrificação total continue a ser o eixo central, o evento de 2026 deu um destaque renovado aos veículos com extensor de autonomia (EREV). De acordo com a revista Motor1, esta tecnologia, que utiliza um motor a combustão apenas para gerar energia para as baterias, ganha força em marcas como Leapmotor e Chery. Segundo engenheiros presentes no salão, a solução é vista como uma ponte ideal para mercados globais que ainda carecem de infraestrutura de carregamento ultra-rápido. Conforme observado em diversos stands, os híbridos plug-in de longo alcance também evoluíram, permitindo trajetos elétricos cada vez mais extensos.
A tecnologia de software assumiu o protagonismo, transformando o automóvel numa plataforma digital integrada. De acordo com informações divulgadas no evento, sistemas de condução assistida avançados e cockpits totalmente digitais tornaram-se o padrão esperado pelos consumidores. Empresas de tecnologia como a Huawei reforçaram a sua presença através de parcerias estratégicas, fornecendo sistemas operacionais que utilizam inteligência artificial para personalizar a experiência de condução. Segundo consultores da indústria, a capacidade de processamento de dados tornou-se agora um diferencial tão importante quanto a cavalagem do motor.
O caráter global do Salão de Pequim 2026 tem implicações diretas para o Brasil, onde marcas como BYD e GWM já possuem operações consolidadas. De acordo com o portal InsideEVs, muitos dos modelos apresentados, incluindo os novos SUVs da Omoda e Jaecoo, são candidatos naturais para o mercado nacional nos próximos anos. Segundo especialistas em comércio exterior, a mudança de patamar tecnológico vista em Pequim deve acelerar a chegada de modelos mais sofisticados ao território brasileiro, desafiando as fabricantes tradicionais instaladas no país a modernizarem os seus portfólios para competirem com a nova oferta asiática.
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A tecnologia utiliza radares e câmeras para acelerar e frear o veículo automaticamente mantendo uma distância segura do carro à frente.
Revelado no Salão de Pequim, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em menos de dois segundos e adota sistema de suspensão preditiva.
O levantamento avaliou 213 modelos em 22 categorias, destacando veículos que mantiveram ou até aumentaram seu valor de mercado no último ano.
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