GWM Haval e H6 e BUD Song Pró GS, campeões na faixa de preço. Foto produzida por IA
O mercado automotivo brasileiro atravessa uma transformação estrutural histórica no segmento de vendas diretas e varejo. Dados recentes da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) revelam que as montadoras de DNA chinês ganharam relevância acelerada, ocupando 21 posições entre os 50 automóveis mais vendidos no varejo nacional.
O movimento permitiu à BYD assumir a liderança isolada nas concessionárias, superando marcas tradicionais como a Volkswagen no canal de venda direta ao consumidor final. O crescimento é impulsionado pela forte aceitação de modelos 100% elétricos e híbridos, que entregam pacotes recheados de tecnologia, conectividade e custos competitivos.
No levantamento do varejo, o hatch elétrico BYD Dolphin cravou a primeira colocação ao registrar 5.964 unidades negociadas.
Ele é seguido de perto pelo BYD Dolphin Mini, com 5.820 emplacamentos, e pelo Geely EX2, que garantiu a terceira posição com 5.488 unidades.
O segmento de SUVs médios e compactos também reflete a mudança de comportamento do consumidor: o GWM Haval H6 alcançou a quarta colocação com 5.266 veículos, deixando o novo Volkswagen Tera na quinta posição com 4.560 unidades.
Modelos como BYD Song (4.121 unidades) e Omoda 5 (3.344 unidades) também se consolidaram entre os primeiros colocados.
Enquanto a Fiat mantém a liderança geral de vendas no cômputo global impulsionada pela comercialização de comerciais leves e vendas corporativas, o varejo puro mostra perda de espaço das fabricantes instaladas há mais tempo no país.
A expansão de fabricantes como BYD, GWM, Geely, Omoda Jaecoo, Caoa Chery, GAC e Leapmotor tem absorvido a maior parcela do crescimento da demanda por veículos de passeio. Analistas do setor apontam que a combinação de eficiência energética, prazos de garantia estendidos e listas generosas de equipamentos de série tornou os modelos eletrificados a escolha primária de quem compra automóveis diretamente nas concessionárias.
O impacto nas vendas no varejo reflete a chegada constante de novos produtos com valores competitivos. Hatchbacks elétricos de entrada como BYD Dolphin Mini e Geely EX2 partem da faixa de R$ 115.000,00 a R$ 129.900,00, disputando diretamente com hatches compactos a combustão.
Já os SUVs médios híbridos como GWM Haval H6 e BYD Song transitam entre R$ 215.000,00 e R$ 240.000,00, oferecendo tração integral, assistências avançadas de condução e autonomias combinadas elevadas. A tendência é que a participação de mercado das marcas chinesas siga em ritmo de alta à medida que as linhas de montagem locais iniciem operação no país.
1
2
3
21:27, 14 Set
27
°c
Fonte: OpenWeather
Crescimento na busca por veículos híbridos e elétricos seminovos altera a rotatividade de estoques na capital.
Ofensiva comercial reduz preços do SUV cupê e antecipa a transição para os modelos da linha 2027 no país.
Fabricante chinesa estuda fabricação nacional em nova unidade fabril para ampliar presença nos segmentos elétrico e híbrido.
mais notícias
+