O super híbrido OMODA 5 SHVE. Foto: OMODA/Divulgação
O cenário de forte competitividade provocado pelas montadoras entrantes continua ditando o ritmo técnico e comercial do mercado nacional com o avanço do Omoda 5 híbrido pleno (HEV). Equipado com um propulsor térmico de quinta geração desenvolvido pelo grupo Chery, o modelo se destaca por entregar uma das maiores eficiências térmicas do mundo, atingindo a marca de 46%. Essa engenharia focada na máxima otimização do combustível atua com o preço agressivo de R$ 159.900 na versão de entrada, estabelecendo uma barreira tarifária robusta para conter o avanço de preços praticado nos SUVs compactos das marcas tradicionais.
A busca por eficiência energética exigiu soluções mecânicas robustas na construção do motor 1.5 turbo com injeção direta. O conjunto opera sob o ciclo Miller, mesmo entendimento da Toyota e Lexus em seus híbridos plenos, e adota uma taxa de compressão de 15:1, patamar extremamente elevado para propulsores a gasolina e que se aproxima dos regimes utilizados em motores a diesel. Para viabilizar esse funcionamento sem riscos de pré-ignição, os engenheiros eliminaram todos os componentes parasitas movidos por correias — como alternador e bomba d'água física —, adotando sistemas elétricos independentes que atuam sob demanda.
O rendimento térmico superior é sustentado por uma janela restrita de rotação, viabilizada unicamente pelo suporte mecânico do motor elétrico. Enquanto o propulsor a combustão gera 135 cavalos de potência e 20 kgfm de torque, a unidade elétrica entrega isoladamente 204 cavalos e 31,6 kgfm. No gerenciamento combinado, o veículo entrega uma potência máxima de 224 cavalos e 30 kgfm de torque, utilizando uma transmissão do tipo DHT1, que opera com uma única marcha acoplada eletronicamente para velocidades de cruzeiro.
O projeto do cofre do motor destaca-se pela organização rígida de chicotes elétricos, linhas de combustível com separadores físicos e abundante uso de malhas náuticas e térmicas de alumínio para evitar desgastes por vibração ou atrito ao longo dos anos. Na parte de admissão, a marca introduziu um sistema de watercooler integrado diretamente ao coletor. Essa arquitectura promove o resfriamento rápido do ar pressurizado pela turbina por meio de um circuito de líquido independente, reduzindo drasticamente o atraso de resposta em acelerações na comparação com intercoolers convencionais.
Outro diferencial técnico importante reside no arranjo e proteção do sistema de alta tensionamento elétrico. Ao contrário de concorrentes consolidados que utilizam ventiladores internos dependentes da temperatura do habitáculo, o utilitário traz um sistema de refrigeração direta e ativa para a bateria de 1,83 kWh localizada no assoalho. Essa tecnologia utiliza o próprio gás do sistema de ar-condicionado para manter as células em temperatura ideal de trabalho, o que permite extrair altas taxas de descarga elétrica e estender a vida útil do componente mesmo sob uso severo nas estradas brasileiras.
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Fonte: OpenWeather
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