Ora 5, você compraria? Foto:GWM/Divulgação
O mercado de veículos elétricos no Brasil segue em franca expansão e o GWM Ora 5 se consolidou como uma das opções mais comentadas pelos consumidores que buscam migrar para a mobilidade sustentável.
Com uma proposta visual de personalidade marcante e um pacote tecnológico recheado, o hatch chinês passou por uma avaliação criteriosa de rodagem de longa duração.
Esse teste detalhado permitiu mapear os reais prós e contras do modelo no uso cotidiano pelas ruas e rodovias do país.
Entre os principais pontos fortes do veículo, o conjunto mecânico elétrico merece destaque imediato devido ao comportamento dinâmico exemplar.
A entrega de torque instantâneo proporciona acelerações ágeis e retomadas de velocidade seguras, garantindo muita agilidade no trânsito urbano congestionado.
Além disso, a eficiência energética do motor agrada bastante, entregando uma autonomia real muito satisfatória para os deslocamentos diários e pequenas viagens intermunicipais sem sobressaltos.
Outro aspecto elogioso reside na excelente qualidade do acabamento interno da cabine. A fabricante adotou materiais de toque macio em grande parte dos painéis de porta e no console central, transmitindo uma percepção de sofisticação superior à média da categoria de compactos.
O isolamento acústico também se mostrou altamente eficiente, blindando os ocupantes contra os ruídos externos do tráfego pesado e do rolamento dos pneus no asfalto irregular.
Por outro lado, o modelo apresenta defeitos claros que exigem atenção do comprador antes de fechar o negócio nas concessionárias.
O principal ponto fraco está localizado no compartimento de bagagens. O porta-malas ostenta uma capacidade volumétrica bastante reduzida, o que limita significativamente o uso familiar em viagens mais longas que demandem o transporte de malas grandes ou utilitários volumosos.
O acerto da suspensão também recebeu críticas durante os testes dinâmicos pelas vias brasileiras. A calibração excessivamente voltada para o conforto resultou em um conjunto muito macio, que tende a flutuar em velocidades de rodovia e costuma chegar ao fim do curso facilmente ao enfrentar valetas, lombadas e buracos profundos.
Para fechar a lista de ressalvas, a interface do sistema de entretenimento apresenta menus complexos e pouco intuitivos, obrigando o condutor a desviar a atenção da estrada para realizar comandos simples, como o ajuste fino da temperatura do ar-condicionado.
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Fonte: OpenWeather
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