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GWM Ora 5 mostra qualidades e defeitos em análise detalhada de desempenho

Hatch elétrico se destaca pelo acabamento refinado e tecnologia, mas deixa a desejar no espaço do porta-malas.

Beto Dantas

25 de junho de 2026 às 16:01   - Atualizado às 16:01

Ora 5, você compraria?

Ora 5, você compraria? Foto:GWM/Divulgação

O mercado de veículos elétricos no Brasil segue em franca expansão e o GWM Ora 5 se consolidou como uma das opções mais comentadas pelos consumidores que buscam migrar para a mobilidade sustentável.

Com uma proposta visual de personalidade marcante e um pacote tecnológico recheado, o hatch chinês passou por uma avaliação criteriosa de rodagem de longa duração.

Esse teste detalhado permitiu mapear os reais prós e contras do modelo no uso cotidiano pelas ruas e rodovias do país.

Desempenho vigoroso e acabamento surpreendem positivamente

Entre os principais pontos fortes do veículo, o conjunto mecânico elétrico merece destaque imediato devido ao comportamento dinâmico exemplar.

A entrega de torque instantâneo proporciona acelerações ágeis e retomadas de velocidade seguras, garantindo muita agilidade no trânsito urbano congestionado.

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Além disso, a eficiência energética do motor agrada bastante, entregando uma autonomia real muito satisfatória para os deslocamentos diários e pequenas viagens intermunicipais sem sobressaltos.

Outro aspecto elogioso reside na excelente qualidade do acabamento interno da cabine. A fabricante adotou materiais de toque macio em grande parte dos painéis de porta e no console central, transmitindo uma percepção de sofisticação superior à média da categoria de compactos.

O isolamento acústico também se mostrou altamente eficiente, blindando os ocupantes contra os ruídos externos do tráfego pesado e do rolamento dos pneus no asfalto irregular.

Limitações em espaço e ergonomia digital geram ressalvas

Por outro lado, o modelo apresenta defeitos claros que exigem atenção do comprador antes de fechar o negócio nas concessionárias.

O principal ponto fraco está localizado no compartimento de bagagens. O porta-malas ostenta uma capacidade volumétrica bastante reduzida, o que limita significativamente o uso familiar em viagens mais longas que demandem o transporte de malas grandes ou utilitários volumosos.

O acerto da suspensão também recebeu críticas durante os testes dinâmicos pelas vias brasileiras. A calibração excessivamente voltada para o conforto resultou em um conjunto muito macio, que tende a flutuar em velocidades de rodovia e costuma chegar ao fim do curso facilmente ao enfrentar valetas, lombadas e buracos profundos.

Para fechar a lista de ressalvas, a interface do sistema de entretenimento apresenta menus complexos e pouco intuitivos, obrigando o condutor a desviar a atenção da estrada para realizar comandos simples, como o ajuste fino da temperatura do ar-condicionado.

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