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A trajetória da motocicleta que se tornou o veículo mais vendido da história do Brasil

Modelo ultrapassou a marca histórica de 15 milhões de unidades produzidas e permanece em plena atividade como base da mobilidade.

Beto Dantas

30 de maio de 2026 às 17:23   - Atualizado às 17:23

Honda CG o o veículo mais vendido do Brasil.

Honda CG o o veículo mais vendido do Brasil. Foto Ilustrativa gerada por IA (Nano Banana 2)

O mercado de duas rodas no Brasil possui um recordista absoluto que supera, em volume financeiro e de unidades, qualquer carro popular ou picape já produzida no país. A Honda CG é o veículo motorizado mais vendido de todos os tempos em solo nacional, acumulando a marca histórica de 15 milhões de unidades comercializadas desde o início de sua trajetória industrial. Lançada em novembro de 1976, ela inaugurou a linha de montagem da fabricante japonesa em Manaus e se transformou na principal ferramenta de trabalho, transporte e geração de renda para milhões de brasileiros ao longo de cinco décadas de história.

As características mecânicas da pioneira dos anos setenta

O primeiro modelo a ganhar as ruas ficou conhecido popularmente como Honda CG 125 "Bolinha", devido ao formato circular do seu farol dianteiro e do painel de instrumentos. Aquela versão pioneira era equipada com um motor monocilíndrico de quatro tempos de 124 centímetros cúbicos, com comando no bloco (OHV), capaz de gerar modestos 11 cavalos de potência a 8.500 rpm e um torque de 0,94 kgfm. O câmbio tinha quatro marchas com todas as posições para baixo, e o sistema elétrico operava em seis Volts, características mecânicas simples, mas que garantiam robustez extrema diante das estradas precárias da época.

A evolução tecnológica e as versões comercializadas atualmente

Ao contrário de outros ícones do passado que deixaram sucessores, a CG permanece em plena produção, evoluindo para a família Honda CG 160. Atualmente, a linha é comercializada em quatro versões bem definidas: a de entrada Start, tabelada em R$ 14.360; a Cargo, voltada para frotistas por R$ 15.350; a intermediária Fan, comercializada por R$ 15.750; e a topo de linha Titan, que ostenta o preço sugerido de R$ 17.100. As diferenças técnicas para a versão original são abissais, preservando apenas o conceito de motor monocilíndrico de quatro tempos de refrigeração a ar. O propulsor atual conta com 162,7 centímetros cúbicos, comando no cabeçote (OHC) e sistema de injeção eletrônica PGM-FI com tecnologia FlexOne. Esse conjunto entrega até 15,1 cavalos de potência e 1,54 kgfm de torque quando abastecido com etanol, trabalhando acoplado a um câmbio moderno de cinco marchas.

Transformação estrutural e os novos parâmetros de segurança

A evolução estrutural também transformou o comportamento dinâmico do modelo. A CG antiga utilizava freios a tambor nas duas rodas com acionamento por varão mecânico e suspensão dianteira simplificada. A linha atual oferece freios a disco na dianteira com sistema combinado de frenagem (CBS), partida elétrica, painel totalmente digital com conta-giros e chassi do tipo Diamond de alta resistência. O sucesso contínuo desse projeto garante à linha uma participação de mercado dominante, consolidando-se como o maior fenômeno de liquidez e revenda do setor de transportes do país, conforme apontam os registros históricos de emplacamentos da associação dos distribuidores.

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