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Vírus Nipah: Ministério da Saúde emite alerta sobre a doença no Brasil

A confirmação de casos entre médicos e enfermeiros levou à quarentena de mais de 100 pessoas e à adoção de medidas preventivas em aeroportos, semelhantes às aplicadas durante a pandemia de Covid-19.

Isabella Lopes

31 de janeiro de 2026 às 14:38   - Atualizado às 14:38

Virus Nipah é  transmitido de animais para humanos.

Virus Nipah é transmitido de animais para humanos. Foto: Freepik

Um novo surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, acendeu o sinal de alerta das autoridades sanitárias locais e de países vizinhos. A confirmação de casos entre médicos e enfermeiros levou à quarentena de mais de 100 pessoas e à adoção de medidas preventivas em aeroportos, semelhantes às aplicadas durante a pandemia de Covid-19.

Apesar do cenário internacional, o Ministério da Saúde informou que o risco de o vírus chegar ao Brasil permanece baixo. Segundo a pasta, o episódio recente registrou apenas dois casos confirmados, ambos em profissionais de saúde, sem evidências de disseminação internacional ou ameaça à população brasileira.

Em nota oficial, o Ministério da Saúde afirmou que mantém vigilância permanente sobre agentes considerados altamente patogênicos. O trabalho ocorre em articulação com instituições de referência, como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além do acompanhamento conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS também avaliou que o risco de propagação internacional do vírus é baixo e não recomendou restrições a viagens ou ao comércio com a Índia. Ainda assim, a entidade classifica o Nipah como vírus prioritário por seu potencial epidêmico.

O que é o vírus Nipah

Identificado pela primeira vez em 1998, o vírus Nipah provoca surtos esporádicos e chama atenção pela alta taxa de letalidade, que pode chegar a 75%. Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico contra a infecção.

O vírus circula principalmente entre morcegos do gênero Pteropus, que se alimentam de frutas. A transmissão ocorre por meio de alimentos contaminados, contato com animais infectados ou de pessoa para pessoa, especialmente em ambientes hospitalares.

Sintomas e evolução da doença

Os primeiros sinais da infecção costumam incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em alguns casos, surgem tontura, sonolência e alterações de consciência, indicando comprometimento neurológico.

A doença pode evoluir para pneumonia atípica, insuficiência respiratória e encefalite, que provoca inflamação no cérebro. Em situações mais graves, convulsões e coma podem se instalar em até 48 horas.

O período de incubação geralmente varia de quatro a 14 dias, mas há registros de sintomas surgindo até 45 dias após a infecção. O tratamento disponível baseia-se em cuidados intensivos de suporte, com foco na respiração e nas complicações neurológicas.

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