Da cenoura às crenças populares, especialista esclarece o que realmente faz bem (ou mal) para a visão.
29 de abril de 2026 às 16:05 - Atualizado às 16:26
Oftalmologista Alexandre Ventura explica mitos e verdades sobre a saúde da visão. Foto: Sol Pulquerio
Cuidar da saúde dos olhos ainda é cercado por dúvidas e crenças populares que atravessam gerações. De receitas caseiras a hábitos do dia a dia, nem tudo o que se ouve por aí é verdade. Para esclarecer o que realmente faz sentido, o oftalmologista Alexandre Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV), comenta cinco mitos e verdades sobre o tema.
Rica em vitamina A, a cenoura é, sim, uma aliada da saúde ocular, mas não faz milagres.
“Ela contribui para o bom funcionamento da retina, especialmente em condições de baixa luminosidade. No entanto, não melhora a visão de quem já tem grau nem substitui tratamentos oftalmológicos”, explica Alexandre Ventura.
A crença popular de que ingerir formigas pode beneficiar a visão não tem qualquer respaldo científico.
“Não existe evidência de que isso traga benefícios para os olhos. Pelo contrário, consumir insetos sem preparo adequado pode representar riscos à saúde”, alerta o especialista.
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Muita gente acredita que, ao começar a usar óculos, a dependência aumenta e a visão piora.
“Os óculos não causam piora. Eles apenas corrigem um problema já existente. A sensação de dependência ocorre porque a pessoa passa a enxergar melhor e percebe mais a diferença quando está sem eles”, comenta Ventura.
O uso prolongado de celulares, computadores e tablets pode causar desconfortos visuais.
“O excesso de telas está associado à fadiga ocular, olhos secos e dores de cabeça. Além disso, reduzimos a frequência do piscar, o que piora a lubrificação dos olhos”, explica o médico.
Ele recomenda pausas regulares e a chamada regra 20-20-20 (a cada 20 minutos, olhar para algo a 20 pés — cerca de 6 metros — por 20 segundos).
Apesar de não causar danos permanentes, a leitura em ambientes mal iluminados pode gerar desconforto.
“Não há evidência de que isso prejudique a saúde ocular a longo prazo. No entanto, pode provocar cansaço visual e dificultar a leitura, especialmente por longos períodos”, pontua Alexandre Ventura.
No fim das contas, manter hábitos saudáveis, ter uma alimentação equilibrada e realizar consultas regulares com o oftalmologista são as melhores formas de preservar a visão.
“A prevenção ainda é o melhor caminho. Muitas doenças oculares são silenciosas e só podem ser detectadas em exames de rotina”, conclui o especialista.
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