A investigação, publicada na sexta-feira, 16 de janeiro, no periódico The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women's Health, reuniu resultados de 43 pesquisas internacionais.
Tylenol na gravidez. Foto: Reprodução e Freepik.
Um novo estudo científico indica que o uso de paracetamol durante a gravidez não aumenta o risco de autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) nem de deficiência intelectual em crianças. A pesquisa analisou evidências acumuladas ao longo de anos e buscou responder a dúvidas que vinham preocupando gestantes e profissionais de saúde.
A investigação, publicada na sexta-feira, 16 de janeiro, no periódico The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health, reuniu resultados de 43 estudos internacionais. Pesquisadores da City St George’s, University of London conduziram a análise, considerada a mais rigorosa já feita sobre o tema.
Os cientistas compararam gestações em que as mães utilizaram paracetamol com aquelas em que não houve uso do medicamento. O trabalho também incluiu comparações entre irmãos da mesma família, estratégia que permite reduzir a influência de fatores genéticos e do ambiente familiar.
Nos estudos entre irmãos, os pesquisadores avaliaram dados de mais de 260 mil crianças para autismo, 335 mil para TDAH e mais de 400 mil para deficiência intelectual. A análise não encontrou associação entre a exposição ao paracetamol na gravidez e o desenvolvimento desses transtornos na infância.
Segundo os autores, resultados anteriores que sugeriam riscos provavelmente refletiam fatores maternos, como febre ou dor durante a gestação, ou predisposição genética, e não um efeito direto do medicamento.
A obstetra e pesquisadora Asma Khalil, que liderou o estudo, reforçou que o paracetamol segue como opção segura quando utilizado conforme orientação médica. O medicamento continua recomendado como primeira escolha para gestantes com dor ou febre, segundo diretrizes médicas internacionais.
Os pesquisadores avaliaram a qualidade dos estudos com ferramentas específicas para identificar possíveis vieses. Mesmo nas pesquisas consideradas de baixo risco de erro, os resultados permaneceram consistentes.
O estudo apontou limitações na análise de subgrupos menores, como trimestre da gestação ou frequência de uso, devido à falta de dados detalhados em alguns trabalhos. Ainda assim, os achados confirmam recomendações de organizações médicas que orientam o uso responsável do paracetamol durante a gravidez.
Os autores destacam que evitar o tratamento adequado da dor ou da febre pode representar riscos conhecidos para a mãe e o bebê, reforçando a importância da orientação profissional.
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