Medicamento de ação prolongada pode reduzir o número de aplicações diárias; acesso depende de avaliação da equipe de saúde e prescrição médica.
16 de setembro de 2026 às 18:50 - Atualizado às 18:59
Insulina glargina. Foto: Divulgação/CFF
O Recife iniciou a distribuição de insulina glargina para pacientes com diabetes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A oferta contempla, nesta primeira etapa, grupos específicos de crianças, adolescentes e idosos, com público estimado em aproximadamente 6 mil pessoas.
A glargina é uma insulina de ação prolongada que, na maioria dos casos, permite uma aplicação diária. A ampliação do acesso integra a transição gradual da insulina NPH para o medicamento na rede pública.
A mudança depende de avaliação clínica e não será automática para todas as pessoas que utilizam NPH. A equipe responsável pelo acompanhamento deverá verificar a indicação para cada paciente.
Neste primeiro momento, a distribuição é destinada a crianças e adolescentes a partir de 2 anos e menores de 18 anos com diabetes tipo 1.
Também estão contempladas pessoas com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2. Além de atender aos critérios, o paciente precisa passar por avaliação e ter prescrição médica para o tratamento.
No Recife, a orientação é procurar a Unidade de Saúde da Família (USF+) responsável pelo atendimento do usuário. A unidade poderá esclarecer o procedimento de acesso e a possibilidade de substituição da insulina.
O paciente deve apresentar a receita médica. Pais, responsáveis e cuidadores também podem buscar orientação sobre a transição na unidade de saúde, especialmente quando acompanham crianças ou idosos.
A troca não deve ser feita por conta própria. A avaliação profissional é necessária para definir o esquema adequado e orientar a continuidade do cuidado.
Na estratégia nacional de distribuição, o atendimento inclui explicações sobre aplicação, armazenamento e uso correto do medicamento. Também está prevista a entrega de caneta reutilizável e agulhas para os pacientes elegíveis.
A glargina pode proporcionar maior estabilidade no controle da glicemia e reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, quando o açúcar no sangue fica abaixo do adequado.
A possibilidade de menos aplicações também pode facilitar a rotina de pacientes e cuidadores. A frequência de uso, porém, deve seguir a prescrição individual, mantendo o acompanhamento pela equipe de saúde.
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